quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Militares dos EUA apreendem outro petroleiro ligado à Venezuela

foto: IA Chat GPT



 As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram, nesta terça-feira (20), a apreensão de mais um navio petroleiro associado à Venezuela no mar do Caribe. Esta é a sétima embarcação interceptada desde o início da ofensiva lançada há cerca de um mês pelo presidente norte-americano Donald Trump para restringir o escoamento do petróleo venezuelano.

De acordo com o Comando Sul dos EUA, responsável pelas operações militares na região e que mantém quase uma dezena de navios de guerra e milhares de militares no Caribe, o petroleiro Sagitta foi abordado e detido sem registro de confrontos ou incidentes.

Em nota oficial, o comando militar afirmou que a ação reforça a determinação do governo norte-americano em fazer cumprir a quarentena imposta a embarcações sancionadas. Segundo o comunicado, qualquer exportação de petróleo da Venezuela deverá ocorrer apenas por meios considerados legais e previamente autorizados por Washington.

A Venezuela tornou-se o principal foco da política externa dos Estados Unidos na América Latina durante o atual governo. Inicialmente, a estratégia visava a retirada do presidente Nicolás Maduro do poder. Após o fracasso de tentativas diplomáticas, Trump ordenou uma operação militar direta, que resultou no envio de forças norte-americanas ao país para capturar Maduro e sua esposa em uma ação noturna realizada no dia 3 de janeiro.

Desde então, o presidente dos EUA tem declarado que pretende manter controle sobre os recursos petrolíferos venezuelanos por tempo indeterminado. A justificativa apresentada é a reconstrução da indústria de petróleo do país, estimada em um plano de investimentos da ordem de US$ 100 bilhões.

Segundo autoridades norte-americanas, os navios interceptados fazem parte de uma chamada “frota sombra” — embarcações que ocultam informações de origem para transportar petróleo de países submetidos a sanções internacionais, como Irã, Rússia e Venezuela — ou estavam diretamente incluídos nas listas de sanções impostas pelos Estados Unidos.

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