quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, diz Alckmin

foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil



 O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã não deve trazer impactos relevantes para o Brasil. A declaração foi feita após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar a possibilidade de restringir o comércio com o país do Oriente Médio.

Segundo Alckmin, a relação comercial entre Brasil e Irã é limitada. “Nossa relação comercial com o Irã é pequena. O Irã tem cerca de 100 milhões de habitantes e a maioria dos países, inclusive europeus, mantém algum nível de exportação para lá”, afirmou, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O vice-presidente avaliou que a aplicação de uma “super tarifação” seria difícil de executar. “Seria necessário aplicar a mais de 70 países do mundo, incluindo países europeus”, disse. Ele ressaltou ainda que, até o momento, o governo dos Estados Unidos não publicou nenhuma ordem executiva que formalize a sanção. “Esperamos que isso não ocorra, porque imposto de exportação é um instrumento regulatório e teria impacto global”, acrescentou.

Alckmin destacou que o Brasil não possui conflitos internacionais e mantém uma postura histórica de promoção da paz. “O Brasil é um país de paz, que sempre atua para promover o diálogo. Guerra leva à morte, à pobreza e à instabilidade”, afirmou.

Para o ministro, o atual cenário geopolítico é desafiador, mas também representa uma oportunidade para que o Brasil seja mais ouvido no cenário internacional. “Vamos fortalecer o multilateralismo, promover a paz e trabalhar para melhorar a vida da população, com mais emprego e renda. Esse é o caminho que o Brasil está trilhando”.

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