segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Conselho de Segurança da ONU faz hoje reunião de emergência

Foto: Arnaldo Jr / Shutterstock.com


 O Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza, nesta segunda-feira (5), uma sessão extraordinária para analisar os desdobramentos da ação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou na retirada do então presidente Nicolás Maduro do poder e em sua detenção em solo norte-americano.

A iniciativa para a convocação da reunião partiu do governo da Venezuela, que formalizou o pedido junto à ONU ao classificar a operação como uma violação grave do direito internacional. O apelo recebeu apoio de outros países, entre eles Irã e Colômbia, que defenderam a necessidade de debate multilateral diante da escalada de tensões na região.

O encontro diplomático ocorre no mesmo dia em que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, deverão comparecer perante a Justiça dos Estados Unidos. Ambos estão sob custódia em Nova York e devem ser apresentados a um juiz federal em Manhattan. Segundo autoridades judiciais norte-americanas, o ex-mandatário responde a acusações relacionadas a narcotráfico internacional e crimes envolvendo armamento. A audiência está prevista para o início da tarde, no horário local.

Enquanto isso, manifestações contrárias à operação militar americana estão programadas para ocorrer em cidades europeias. Atos públicos foram anunciados para Lisboa e Porto, reunindo grupos que protestam contra a intervenção estrangeira e defendem a soberania venezuelana.

No cenário internacional, a reação dos governos tem sido marcada por divergências. Parte da comunidade global condenou a ação conduzida por Washington, enquanto outros países manifestaram apoio à destituição de Maduro. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou preocupação com os possíveis efeitos da intervenção, alertando para impactos negativos na estabilidade regional e para o risco de agravamento das tensões políticas e humanitárias na América Latina.

Poucas horas após a operação, ainda no sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu país assumirá a condução administrativa da Venezuela de forma temporária, até que um processo de transição política seja concluído. Ele também afirmou que novas ações militares não estão descartadas, caso considere necessário.

No domingo, Delcy Rodríguez, que integrava o alto escalão do governo deposto, foi anunciada como presidente interina. Logo após a confirmação, Trump voltou a se pronunciar publicamente e fez advertências diretas à nova liderança venezuelana, afirmando que eventuais medidas contra ela poderiam ser ainda mais severas do que aquelas impostas ao ex-presidente afastado.

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