quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Satisfação de brasileiros com SUS supera média da América Latina

foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


 A satisfação dos brasileiros com o Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 9 pontos percentuais entre 2022 e 2025, passando de 34% para 45%. Os dados são da pesquisa “Confiança em Instituições Públicas na América Latina e no Caribe”, divulgada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo o Ministério da Saúde, o índice brasileiro supera a média latino-americana para sistemas de saúde, que ficou em 40% em 2025.

De acordo com a pasta, o avanço na avaliação positiva está relacionado à ampliação do acesso aos serviços públicos de saúde, incluindo o programa Agora Tem Especialistas, que registrou aumento na assistência especializada.

Entre 2022 e 2025, o número de cirurgias eletivas cresceu mais de 40%, passando de 10,8 milhões para 14,7 milhões de procedimentos — o maior volume registrado em 35 anos e superior ao período pré-pandemia.

Atualmente, mais de R$ 200 milhões em cirurgias e exames foram contratualizados com hospitais e clínicas da rede privada para reforçar o atendimento no SUS e reduzir a demanda reprimida por serviços especializados.

O estudo também aponta melhora na percepção sobre acesso e qualidade dos serviços públicos, com crescimento de 18 pontos percentuais — de 24% para 42%, índice 10 pontos acima da média latino-americana (32%).

A pesquisa, considerada padrão ouro em avaliação institucional, analisa cinco pilares: integridade, resposta, confiabilidade, abertura e equidade. Foram entrevistados 2 mil cidadãos por meio de questionário, permitindo comparações internacionais e fornecendo dados estratégicos para o aprimoramento dos serviços públicos.

Governo federal anuncia investimentos de R$ 4,6 bilhões em aeroportos

foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia, nesta quarta-feira (11), um pacote de R$ 4,64 bilhões em investimentos destinados à ampliação e modernização de 11 aeroportos em quatro estados brasileiros.

De acordo com o Palácio do Planalto, os aeroportos contemplados são: Congonhas (SP), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).

O projeto será financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estimativa do governo federal é que, durante a execução das obras, sejam gerados mais de dois mil empregos diretos e indiretos.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa busca ampliar a capacidade operacional do sistema aeroportuário brasileiro. O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, passará de uma capacidade anual de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros.

Além da ampliação em São Paulo, os investimentos também contemplam aeroportos estratégicos nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará, fortalecendo a conexão de regiões produtivas do interior com grandes centros urbanos e impulsionando o desenvolvimento regional.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Haddad defende nova arquitetura para benefícios sociais

foto: Valter Campanato/Agência Brasil


 O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10), em São Paulo, que o atual cenário econômico pode permitir ao Brasil discutir uma nova arquitetura para as despesas sociais, com possível integração de benefícios assistenciais.

Durante participação no CEO Conference Brasil 2026, promovido pelo BTG Pactual, Haddad destacou que o tema ainda está em fase de estudos técnicos e não foi formalizado como proposta de governo nem submetido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o ministro, a ideia não é reduzir gastos, mas modernizar e tornar mais eficaz e sustentável a estrutura de programas sociais. Ele comparou a possível reformulação ao processo que resultou na criação do Bolsa Família em 2003, que unificou diversos programas existentes à época.

Banco Central e juros

Haddad também comentou a política monetária, afirmando que considera importante o papel do Banco Central na estabilidade econômica. Ao abordar os juros, explicou que suas críticas à manutenção de taxas elevadas refletem apenas uma análise econômica, e não um questionamento à autoridade do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

O ministro argumentou que, com a inflação em queda e a taxa nominal em 15%, não vê justificativa para o aumento do juro real.

Caso Banco Master

Sobre o Banco Master, Haddad afirmou que houve identificação de uma fraude estimada em R$ 12 bilhões. Segundo ele, o crescimento exponencial da instituição foi interrompido após a posse de Galípolo no Banco Central. O ministro declarou que as investigações em andamento deverão apontar as responsabilidades pelo caso.

Reforma tributária

Haddad voltou a defender a reforma tributária, afirmando que a mudança deverá elevar significativamente a posição do Brasil em rankings internacionais de qualidade do sistema tributário.

De acordo com o ministro, o país ocupa atualmente a posição 184 entre 190 países avaliados pelo Banco Mundial em relação à qualidade do sistema tributário. Ele acredita que, com a implementação da reforma, especialmente com maior digitalização e transparência, o Brasil poderá figurar entre os melhores sistemas tributários do mundo a partir do próximo ano.

Câmara aprova urgência para votar quebra de patente do Mounjaro

Crédito: Shutterstock



 A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) o regime de urgência para o Projeto de Lei nº 68/2026, que declara os medicamentos Mounjaro e Zepbound como de interesse público e solicita a quebra de patente. O requerimento foi aprovado com 337 votos favoráveis e 19 contrários.

A proposta é de autoria dos deputados federais Antonio Brito (PSD-BA) e Mário Heringer (PDT-MG). Com a aprovação do regime de urgência, o texto poderá ser votado diretamente no plenário, sem necessidade de tramitação prévia pelas comissões da Casa.

Os medicamentos citados pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. O grupo inclui substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida.

Paralelamente ao debate legislativo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta de farmacovigilância sobre o uso indevido desses medicamentos. Embora os riscos estejam descritos nas bulas aprovadas no Brasil, a agência informou que houve aumento nas notificações de eventos adversos, tanto no cenário nacional quanto internacional.

Entre os riscos monitorados estão casos de pancreatite aguda, que podem evoluir para formas necrotizantes e fatais. A Anvisa reforça que o uso dessas medicações deve ocorrer com prescrição e acompanhamento médico.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) também emitiu alerta semelhante no início do mês, mencionando risco, ainda que pequeno, de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam esses medicamentos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Governo federal investe R$ 1,4 bilhão no Instituto Butantan

foto: Ricardo Stuckert / PR


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram nesta segunda-feira (9) um investimento de R$ 1,4 bilhão para ampliação da infraestrutura e da capacidade produtiva do Instituto Butantan, em São Paulo. Os recursos são oriundos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O próprio instituto aportará mais R$ 400 milhões no projeto.

O investimento tem como objetivo fortalecer a autonomia brasileira na produção de vacinas e insumos imunobiológicos, além de modernizar unidades que desenvolvem tecnologias avançadas, como vacinas com RNA mensageiro (mRNA).

Entre as ações previstas estão: a construção de uma fábrica de vacina tetravalente contra o HPV; a reforma da unidade de produção de vacinas com tecnologia mRNA para fabricação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA); a construção de uma nova fábrica para produção do IFA da vacina DTPa (difteria, tétano e coqueluche); além da modernização da produção de soros, com nova área de envase e liofilização.

Durante a cerimônia, Lula destacou a importância do investimento em pesquisa científica e fez um alerta sobre a disseminação de fake news relacionadas à vacinação. Já o ministro Padilha classificou o momento como histórico para o avanço tecnológico e industrial do instituto.

O ministro também informou que a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Butantan, aprovada pela Anvisa, deve começar a ser ampliada ainda este ano. O imunizante é o primeiro do mundo em dose única contra a doença e foi testado para aplicação em pessoas de 12 a 59 anos.

Governo do Ceará entrega nove tratores para fortalecer a agricultura familiar de nove municípios

Ascom SDA -  Fotos


 Nove tratores foram entregues, nesta sexta-feira (5), a associações da agricultura familiar de nove municípios cearenses, em solenidade realizada no pátio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA). A ação integra a Política de Incremento e Modernização da Atividade Agrícola do Governo do Estado e contou com investimento de R$ 1,9 milhão.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar da deputada federal Luizianne Lins e beneficiarão associações dos municípios de Poranga, Tamboril, Tianguá, Jaguaretama, Santa Quitéria, Caucaia, Paramoti, Monsenhor Tabosa e Jaguaruana.

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Agrário, Moisés Braz, a iniciativa contribui para ampliar a produção agrícola, melhorar as condições de trabalho no campo e aumentar a renda dos agricultores familiares. Segundo ele, a mecanização fortalece a atividade agrícola e reforça a necessidade de ampliar projetos voltados ao setor.

Representantes das comunidades beneficiadas destacaram a importância dos equipamentos. Em Jaguaruana, o trator atenderá cerca de 270 famílias. Já lideranças indígenas e integrantes de assentamentos da reforma agrária ressaltaram que os equipamentos contribuirão para a produção de alimentos saudáveis e para o fortalecimento da agricultura familiar.



Instituída pela Lei Estadual nº 17.609/2021, a Política de Incremento e Modernização da Atividade Agrícola tem como objetivo ampliar as áreas cultivadas no Ceará por meio da disponibilização de tecnologias que tornem o processo produtivo mais ágil, econômico e eficiente, promovendo aumento da produtividade e desenvolvimento rural sustentável.

Move Brasil liberou quase R$ 2 bilhões para financiar caminhões

foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


 O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou neste domingo (8), em evento realizado em Guarulhos (SP), que o programa Move Brasil já liberou aproximadamente R$ 2 bilhões em financiamentos para renovação da frota de caminhões apenas no primeiro mês de vigência.

A iniciativa busca estimular a substituição de veículos antigos, reaquecer as vendas do setor e contribuir para a modernização da logística nacional. Em 2025, o mercado de caminhões registrou retração de 9,2% nas vendas. No segmento de modelos pesados, voltados ao transporte de longas distâncias, a queda foi ainda maior, chegando a 20,5% em comparação com 2024. Segundo a Anfavea, o setor iniciou o ano com retração de 34,67% em relação a janeiro do ano anterior.

De acordo com Alckmin, a principal causa da queda nas vendas foi a elevada taxa de juros, que chegou a variar entre 22% e 23% ao ano. O programa oferece financiamento com taxas entre 13% e 14% ao ano, consideradas mais atrativas pelo setor.

O Move Brasil disponibilizará até R$ 10 bilhões em crédito, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES. Desse total, R$ 1 bilhão é reservado exclusivamente para caminhoneiros autônomos e cooperados.

O financiamento contempla caminhões novos e seminovos fabricados a partir de 2012, desde que atendam a critérios ambientais. O limite por usuário é de até R$ 50 milhões, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses. Todas as operações são garantidas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que cobre até 80% do valor financiado.

No primeiro mês, foram realizadas 1.152 operações em 532 municípios, com valor médio de R$ 1,1 milhão por financiamento.

Representantes da indústria defendem a manutenção do programa como estratégia para garantir empregos, estimular a cadeia produtiva e contribuir para a redução de emissões de carbono no setor de transporte.

Segundo o governo federal, o programa permanecerá ativo até que o teto de R$ 10 bilhões seja atingido, podendo durar dois, quatro ou até seis meses, dependendo da demanda.