segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Trump ameaça vice venezuelana e diz que ela pode "pagar preço maior"

 

Imagem: Jonah Elkowitz / Shutterstock.com


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações duras neste domingo (4) envolvendo a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, ao afirmar que ela poderá enfrentar consequências mais severas do que o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro, caso não adote o que ele classificou como “a postura correta”. As declarações foram dadas em entrevista à revista norte-americana The Atlantic.

Segundo a publicação, Trump conversou por telefone com os jornalistas enquanto se deslocava para seu resort de golfe em West Palm Beach, na Flórida. Na ocasião, ele mencionou que eventuais sanções ou medidas contra Rodríguez poderiam superar aquelas aplicadas a Maduro, recentemente detido por forças dos Estados Unidos em Caracas, junto com sua esposa.

No dia anterior, o presidente americano havia feito comentários positivos sobre a vice-presidente venezuelana após a operação que resultou na captura de Maduro. No entanto, o tom mudou depois que Delcy Rodríguez declarou publicamente que a Venezuela seguirá defendendo seus recursos naturais e sua soberania.

Trump também justificou a ação contra Maduro, argumentando que uma mudança profunda no cenário político venezuelano seria preferível à manutenção da situação atual. Para ele, iniciativas externas voltadas à reconstrução institucional do país poderiam trazer resultados melhores do que o quadro vigente, que classificou como insustentável.

Durante a entrevista, o presidente dos Estados Unidos ampliou o alcance de suas declarações ao sugerir que outros países também poderiam ser alvo de ações estratégicas por parte de Washington. Como exemplo, citou a Groenlândia, território pertencente à Dinamarca — integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Trump afirmou que considera a ilha essencial para os interesses americanos, reforçando uma posição já manifestada anteriormente por seu governo.

As declarações repercutiram internacionalmente e reacendem o debate sobre a política externa dos Estados Unidos, especialmente no que diz respeito à América Latina e a regiões consideradas estratégicas sob o ponto de vista geopolítico.


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