sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Rússia usa míssil hipersônico contra Ucrânia em ataque massivo

 foto: Reuters/Direitos Reservados


Mesmo enquanto ocorriam tratativas diplomáticas em busca de um cessar-fogo, a Rússia realizou uma ofensiva de grande escala contra a Ucrânia entre a noite de quinta-feira (8) e a madrugada de sexta (9), utilizando um míssil hipersônico de alcance intermediário do tipo Oreshnik, além de uma ampla onda de drones.

Foi a segunda vez que Moscou empregou esse tipo de armamento no conflito. O Oreshnik é capaz de atingir velocidades extremamente elevadas, superiores a várias vezes a do som, e pode ser equipado inclusive com cargas nucleares, sendo considerado um dos sistemas mais sofisticados do arsenal russo.

De acordo com autoridades militares da Rússia, o disparo teria sido uma retaliação a uma suposta tentativa, ocorrida no mês anterior, de atingir uma das propriedades ligadas ao presidente Vladimir Putin por meio de drones. O governo ucraniano nega qualquer ação desse tipo contra a residência do líder russo.

O primeiro uso desse míssil havia ocorrido no final de 2024. Nesta nova ofensiva, segundo Moscou, os ataques miraram estruturas consideradas estratégicas, com o emprego combinado de drones, mísseis lançados de terra e do mar, todos guiados por sistemas de alta precisão e com grande alcance.

Em comunicado, o governo russo afirmou que os objetivos previstos foram alcançados, citando como exemplo uma unidade industrial ligada à produção de drones e instalações do setor energético.

Pelo lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky confirmou que o país foi atingido pelo míssil Oreshnik, além de dezenas de outros projéteis, incluindo mísseis de cruzeiro e balísticos. Ele também relatou impactos em áreas residenciais.

Segundo as autoridades locais, aproximadamente 240 drones teriam sido detectados durante a ofensiva. Até o momento, foram confirmadas ao menos quatro mortes em Kiev e dezenas de pessoas ficaram feridas.

Zelensky afirmou que é necessária uma resposta firme da comunidade internacional, especialmente de países cuja posição tem peso nas decisões de Moscou. Para ele, a Rússia precisa ser pressionada a priorizar negociações e a enfrentar consequências sempre que optar por ampliar a violência e a destruição de estruturas civis.

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