Ascom Complexo do Pecém
PORTO DO PECÉM REGISTRA RESULTADOS HISTÓRICOS EM 2025 COM RECORDE NA MOVIMENTAÇÃO DE CONTÊINERES E CRESCIMENTO NAS EXPORTAÇÕES
Complexo portuário cearense movimenta mais de 20,9 milhões de toneladas e anuncia investimentos bilionários para os próximos anos
O Complexo do Pecém encerrou o ano de 2025 com resultados históricos, reforçando sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil. Ao longo do período, foram movimentadas 20.961.514 toneladas, o que representa um crescimento de 7% em relação a 2024. O grande destaque ficou por conta da movimentação de contêineres, que atingiu um novo recorde de 706.509 TEUs, uma alta expressiva de 27% na comparação com o ano anterior, quando o recorde havia sido de 555.409 TEUs.
DESEMPENHO INTERNACIONAL
Outro desempenho expressivo foi registrado nas operações de longo curso, que compreendem rotas internacionais. O segmento somou 9,6 milhões de toneladas, registrando crescimento de 19% em relação ao ano anterior. Nos desembarques, os principais produtos foram combustíveis minerais (3.018.554 toneladas), ferro fundido (707.825 toneladas) e minérios (451.422 toneladas). Já nos embarques, destacaram-se ferro fundido (2.531.592 toneladas), minérios (590.353 toneladas), sal (204.191 toneladas) e frutas (190.646 toneladas).
AVALIAÇÃO DA GESTÃO
Para o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, os números refletem uma estratégia consistente de expansão e eficiência operacional. "Os resultados de 2025 demonstram a maturidade do Porto do Pecém e a confiança dos nossos clientes. O recorde na movimentação de contêineres e o forte crescimento no longo curso são frutos de investimentos contínuos, novas rotas e excelência operacional, o que amplia a nossa competitividade no cenário nacional e internacional", avaliou.
COMPARATIVO ENTRE EMBARQUES E DESEMBARQUES
Nos embarques, o porto movimentou 7,8 milhões de toneladas, com aumento de 11,12% frente ao ano anterior. Os principais produtos exportados foram sal (736.911 toneladas), ferro fundido (508.734 toneladas), plásticos e suas obras (271.522 toneladas) e produtos químicos orgânicos (221.566 toneladas).
Já os desembarques totalizaram 12,7 milhões de toneladas, registrando crescimento de 4,84% em relação a 2024. Entre os principais produtos, destacam-se minérios (3.894.627 toneladas), cereais (455.137 toneladas), combustíveis minerais (369.198 toneladas) e produtos químicos orgânicos (286.845 toneladas).
AGRONEGÓCIO EM EXPANSÃO
A movimentação de frutas apresentou crescimento de 14% em relação a 2024, com destaque para melões, melancias e mamões (papaias) frescos, que registraram aumento de 27%, reforçando a vocação do porto para o agronegócio exportador. "Seguimos avançando para ampliar nossa capacidade, atrair novas rotas e gerar mais desenvolvimento para o Ceará e para o Brasil. O Porto do Pecém está preparado para crescer de forma sustentável e continuar batendo recordes ao longo de 2026", concluiu Max Quintino.
NOVOS PROJETOS E INVESTIMENTOS
O Complexo do Pecém tem uma série de investimentos prevista para os próximos anos, consolidando sua posição estratégica para o desenvolvimento econômico do estado e do país:
Terminal de Tancagem: com investimento de R$ 600 milhões, está em obras há um ano e tem previsão de começar a operar em 2027.
Terminal da Transnordestina: investimento de R$ 1,3 bilhão e previsão de início em 2028, pretendendo movimentar 6 milhões de toneladas já no primeiro ano de operação.
Terminal de Gás do Nordeste: com investimento de R$ 1 bilhão, deve começar a operar a partir de 2030, movimentando 500 mil toneladas por ano.
Data Centers na ZPE: o projeto, localizado na área da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), prevê investimento de cerca de R$ 66 bilhões apenas na primeira fase, que está em construção e deve iniciar a operação em 2028.
Hub de Hidrogênio Verde: com investimento total de R$ 30 bilhões, tem etapa de implantação prevista para 2027 e início das operações para 2029.
Os investimentos anunciados posicionam o Pecém como um dos polos mais promissores para a transição energética e a nova economia no Brasil, atraindo projetos de grande porte e gerando perspectivas de desenvolvimento para as próximas décadas.

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