
"Fusão de partido deve ser algo permanentemente admissível, penso assim. Acho que isso é um princípio democrático e ao meu juízo, quem quiser alterar isso, vai estar ferindo direitos", opinou o ministro.
Articulado pelo DEM e apoiado pelo novo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o projeto propõe que a fusão de partidos só seja permitida para siglas que tenham registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) há pelo menos cinco anos.
Caso aprovada, a proposta inviabilizaria a pretensão de Gilberto Kassab (PSD), ministro das Cidades, de recriação do Partido Liberal (PL) para a subsequente fusão da sigla com o seu PSD.
Como o novo partido surgiria com a ideia de buscar garantir a governabilidade da presidente Dilma Rousseff em seu segundo mandato, reduzindo, assim, a dependência da administração federal em relação ao PMDB, o novo presidente da Câmara e seus correligionários peemedebistas apressaram-se em demonstrar apoio aos democratas.
Com o mesmo objetivo de Kassab, Cid Gomes também defendeu a montagem de uma nova sigla: “A criação desse partido ajuda na governabilidade e reduz aí o espaço da pressão que muitas vezes beira até a chantagem“, disse o então governador do Ceará, no final do ano passado, referindo-se à influência do PMDB no governo Dilma.
Avaliação das IES
Na noite de ontem, Cid Gomes se reuniu com a bancada do PROS na Câmara e disse que pedirá aos deputados de seu partido empenho para aprovação do projeto que cria um instituto para avaliar as instituições de Ensino Superior.
"É importante que o Ministério tenha um instrumento na sua estrutura que possa aferir permanentemente a qualidade dos cursos superiores do Brasil", argumentou. A proposta já passou pelo crivo dos senadores e aguarda apreciação na Câmara.
* Com Diário de Pernambuco.
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