foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões em 2025, resultado que representa queda de 45,4% em comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados na noite desta quarta-feira (11).
No quarto trimestre, o banco lucrou R$ 5,742 bilhões, recuo de 47,2% em relação ao mesmo período de 2024, mas alta de 51,7% na comparação com o terceiro trimestre de 2025.
Segundo a instituição, o resultado foi pressionado principalmente pelas novas regras contábeis que entraram em vigor em 2025 e pelo aumento da inadimplência. A resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou o modelo de provisões para perdas esperadas, impactando o reconhecimento de receitas e reduzindo em cerca de R$ 1 bilhão as receitas de crédito do banco.
O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu de 3,16% em dezembro de 2024 para 5,17% ao fim de 2025. O agronegócio apresentou inadimplência de 6,09%, enquanto a carteira de pessoas físicas encerrou o período em 6,56%.
Apesar do cenário mais desafiador, o Banco do Brasil ampliou sua carteira de crédito, que totalizou R$ 1,296 trilhão ao final de 2025, alta de 2,5% no ano. O crescimento foi puxado principalmente pelas operações com pessoas físicas, que atingiram R$ 356,96 bilhões, com destaque para o crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada.
A carteira de crédito sustentável alcançou R$ 415,1 bilhões, representando 32% do total do banco.
Para 2026, o Banco do Brasil projeta lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões, sinalizando expectativa de recuperação da rentabilidade. A presidente Tarciana Medeiros afirmou que os resultados do último trimestre já indicam um movimento de retomada.

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