O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou neste domingo (8), em evento realizado em Guarulhos (SP), que o programa Move Brasil já liberou aproximadamente R$ 2 bilhões em financiamentos para renovação da frota de caminhões apenas no primeiro mês de vigência.
A iniciativa busca estimular a substituição de veículos antigos, reaquecer as vendas do setor e contribuir para a modernização da logística nacional. Em 2025, o mercado de caminhões registrou retração de 9,2% nas vendas. No segmento de modelos pesados, voltados ao transporte de longas distâncias, a queda foi ainda maior, chegando a 20,5% em comparação com 2024. Segundo a Anfavea, o setor iniciou o ano com retração de 34,67% em relação a janeiro do ano anterior.
De acordo com Alckmin, a principal causa da queda nas vendas foi a elevada taxa de juros, que chegou a variar entre 22% e 23% ao ano. O programa oferece financiamento com taxas entre 13% e 14% ao ano, consideradas mais atrativas pelo setor.
O Move Brasil disponibilizará até R$ 10 bilhões em crédito, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES. Desse total, R$ 1 bilhão é reservado exclusivamente para caminhoneiros autônomos e cooperados.
O financiamento contempla caminhões novos e seminovos fabricados a partir de 2012, desde que atendam a critérios ambientais. O limite por usuário é de até R$ 50 milhões, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses. Todas as operações são garantidas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que cobre até 80% do valor financiado.
No primeiro mês, foram realizadas 1.152 operações em 532 municípios, com valor médio de R$ 1,1 milhão por financiamento.
Representantes da indústria defendem a manutenção do programa como estratégia para garantir empregos, estimular a cadeia produtiva e contribuir para a redução de emissões de carbono no setor de transporte.
Segundo o governo federal, o programa permanecerá ativo até que o teto de R$ 10 bilhões seja atingido, podendo durar dois, quatro ou até seis meses, dependendo da demanda.

Nenhum comentário:
Postar um comentário