A bolsa brasileira voltou a registrar desempenho histórico nesta terça-feira (3). O índice Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou o dia aos 185.674 pontos, com alta de 1,58%, aproximando-se da marca inédita de 186 mil pontos.
O avanço foi sustentado principalmente pelas ações de mineradoras e pela sinalização do Banco Central, divulgada na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), indicando a possibilidade de corte na taxa básica de juros. A perspectiva de redução dos juros tende a estimular investimentos e fortalecer o mercado acionário.
No mercado de câmbio, o dólar comercial apresentou oscilações ao longo do dia. Após recuar de forma mais intensa pela manhã, chegando a R$ 5,20 na mínima do dia, a moeda norte-americana fechou praticamente estável, cotada a R$ 5,25, com leve queda de 0,15%. Em 2026, o dólar acumula desvalorização de 4,38%.
Durante a tarde, parte do otimismo inicial foi moderado por fatores externos e por especulações relacionadas às futuras indicações para a diretoria do Banco Central. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou ter encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva os nomes do economista Guilherme Mello para a Diretoria de Política Econômica do BC e do professor Tiago Cavalcanti para a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro.
As indicações seguem em análise pela Presidência da República. O desempenho da bolsa e do câmbio reflete um ambiente de expectativas positivas quanto à condução da política econômica e monetária, além de maior confiança dos investidores no cenário doméstico.

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