quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Homem que tentou matar Donald Trump é condenado à prisão perpétua

 

foto: Michael Reynolds/ EFE


O autor da tentativa de assassinato contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em setembro de 2024, foi condenado à prisão perpétua nesta quarta-feira (5).

Ryan Routh, de 59 anos, foi sentenciado pela juíza distrital Aileen Cannon, que considerou comprovado que ele participou de um “plano premeditado e calculado para tirar uma vida humana”, conforme divulgado pelo jornal britânico The Guardian.

A tentativa ocorreu em 15 de setembro de 2024, em um campo de golfe em West Palm Beach, na Flórida. De acordo com a acusação, Routh passou semanas planejando o ataque, prevendo que Trump estaria no local. O atentado foi frustrado após um agente dos Serviços Secretos identificar o suspeito escondido entre arbustos e intervir antes que qualquer disparo fosse efetuado. Segundo o testemunho apresentado no julgamento, Trump ainda não havia chegado ao local no momento da abordagem.

O processo judicial foi marcado por momentos de tensão. Após o veredito do júri, que considerou Routh culpado de todas as acusações, o réu tentou ferir-se no pescoço com uma caneta dentro do tribunal e precisou ser contido por agentes de segurança.

Inicialmente prevista para dezembro de 2024, a leitura da sentença foi adiada a pedido do próprio réu, que decidiu constituir advogado para a fase final do processo. Durante as audiências, Routh fez declarações relacionadas a conflitos internacionais e afirmou desejar ser trocado por prisioneiros políticos estrangeiros.

O Ministério Público defendeu a prisão perpétua, argumentando que o condenado nunca demonstrou arrependimento nem pediu desculpas pelas vidas que colocou em risco. A defesa solicitou uma pena de 20 anos, acrescida de sete anos pelo porte ilegal de arma, sustentando que uma punição menos severa permitiria ao réu recuperar a liberdade futuramente.

A tentativa de assassinato ocorreu nove semanas após outro atentado contra Trump, durante um comício na Pensilvânia, quando o então candidato foi atingido de raspão na orelha após disparos efetuados por um atirador que acabou morto pelos agentes de segurança.

Com a sentença, o tribunal encerra um dos episódios mais graves da campanha presidencial de 2024, marcada por episódios de violência política e reforço nos esquemas de segurança.

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