sexta-feira, 3 de junho de 2016

Deputada Aderlânia questiona falta de solução para o combate da violência no Ceará


A deputada estadual Aderlânia Noronha (SD/CE), sempre tem pautado seu mandato em defesa de todos os cearenses, e uma de suas principais preocupações tem sido a insegurança no estado, que hoje não afeta apenas a capital, mas também a todo o interior do estado, atingindo todas as regiões e espalhando medo na população.

Nesta quarta-feira(01), quando a Assembléia recebeu a visita dos Secretários de Segurança e de Justiça do Ceará, a Deputada questionou que o secretário deveria ter mostrado soluções e não estatísticas, "pois nós vivemos em uma capital muito violenta", alertou.

Aderlânia comentou ainda que até mesmo o sossego e tranquilidade que existia na zona rural, deu espaço a violência, amedrontando as famílias: "As família da zona rural já não podem nem mais ficar nas calçadas com medo da bandidagem e dos assaltos e homicídios constantes". Pontuou.

A parlamentar lamentou que o secretário tenha ocupado muitas horas no Plenário 13 de Maio, para falar que o problema é da época de Pedro Álvares Cabral.
"Ai não dá, isso é subestimar a inteligência da população Dr. Delci Teixeira", disse ela. 

Aderlânia destacou que o sistema penitenciário cearense, está em falência generalizada e apresenta a 3° maior superlotação do Brasil. "Por dados que me constam o sistema penitenciário do Ceará, tem capacidade para 11 mil presos. Atualmente existem 23 mil detentos, a maioria aguardando condenação da justiça. Uma grande população carcerária para apenas 2 mil agentes penitenciários tomar de conta", lamentou.

Aderlânia Noronha disse: "A culpa não foi da greve dos agentes penitenciários. O ocorrência foi brutal, uma verdadeira barbárie dentro dos presídios do Estado. Pessoas foram queimadas vivas. São seres humanos que não tiveram as mesmas oportunidades oferecidas pela ação dos governantes, isso mostra que a falta de compromisso com as pessoas é gritante. Independente senhores de serem detentos, mas tem direito a dignidade também", assinalou.

A deputada destacou ainda que defende que crimes de homicídio, sequestro e latrocínio e feminicídio, sejam punidos com no mínimo 20 anos de reclusão sem direito à condicional. "Não defendo que os criminosos saiam impunes, mas mesmo estando presos, todos eles, sem exceção tem direito a dignidade. O Governo tem responsabilidade com as pessoas que estão reclusas", finalizou.

* Com Jonas Mello.

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