quinta-feira, 30 de abril de 2020

Groaíras: Comunicador Motinha Mota analisa candidatura a vereador.

A imagem pode conter: Motinha Mota, sentado, sapatos e atividades ao ar livre

Filiado recentemente ao PSB, o comunicador, Motinha Mota, a convite do ex-prefeito, Adail Melo, analisa uma candidatura este ano a vereador.

Mota já teve seu nome cotado em outras oportunidades, mas acabou optando por não se lançar. Desta vez, vendo o anseio dos groairenses por novos nomes, e com incentivo de amigos, o radialista tem conversado com familiares, e deve oficializar sua pré-candidatura em breve.


quarta-feira, 29 de abril de 2020

Antiviral remdesivir deve ser aprovado pela FDA para tratar coronavírus

Anthony Fauci, médico da força-tarefa de combate ao coronavírus nos EUA: medicamento pode tornar-se 'tratamento padrão' para pacientes de Covid-19 - 22/04/2020 Jonathan Ernst/Reuters

Estudo nos Estados Unidos concluiu que o antiviral remdesivir pode acelerar a recuperação de pacientes infectados com o coronavírus. O médico Anthony Fauci, da força-tarefa de combate à pandemia criada pelo presidente Donald Trump, disse estar otimista em relação ao uso do medicamento, desenvolvido para o tratamento do Ebola e da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers).

Na Casa Branca, Trump e Fauci louvaram os primeiros resultados do estudo, em que 1.063 pacientes receberam remdesivir ou um placebo. O tempo de recuperação dos que receberam o medicamento foi em média de 11 dias. Os que tomaram placebo demoraram 15 dias.

“É uma prova de conceito muito importante porque demonstrou-se que o medicamento pode bloquear esse vírus”, disse Fauci. O médico, que tem fama de ser cauteloso quanto a supostas curas ou tratamentos para o coronavírus e que não endossou o uso da hidrocloroquina, expressou otimismo de que o remdesivir possa tornar-se “o tratamento padrão” para os pacientes de Covid-19, a doença causada pelo vírus.

A FDA, agência federal americana de controle de alimentos e medicamentos, deve emitir uma aprovação de emergência para a adoção do remdesivir no tratamento, segundo o jornal The New York Times. A droga, fabricada pela farmacêutica Gilead Sciences, pode tornar-se a primeira aprovada para a Covid-19.

Uma autorização de emergência da FDA não é o mesmo que uma aprovação formal. Apesar de nenhum medicamento ter sido comprovado eficaz contra o coronavírus, quando o governo federal declara uma emergência de saúde pública, o órgão pode aprovar certos medicamentos se não houver outras alternativas.

Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, estar em contato com o laboratório Gilead para acompanhar os seus estudos ainda em andamento sobre o remdesivir. O prório Gilead, segundo a Anvisa, considerou os resultados do estudo “limitados”, apesar de encorajadores. Ensaios clínicos estão sendo realizados e seus dados iniciais são esperados nas próximas semanas. Se positivos, a agência tomará as medidas para que o remédio chegue à população brasileira.

“Caso o benefício do medicamento se comprove, a Anvisa possui mecanismos, como anuência de uso em programa assistencial e priorização de registro, para garantir o acesso célere do medicamento à população”, informou a assessoria da Anvisa. O remédio não é ainda vendido no Brasil.

*VEJA

Ceará registra 450 mortes e 7.409 casos de coronavírus

Ceará registra 450 mortes e 7.409 casos de coronavírus
Divulgação

Nesta quarta-feira, 29, o Ceará registrou 450 mortes por coronavírus. No total de 7.409 casos confirmados com Covid-19.

A capital cearense concentra o maior número de doentes e óbitos. São 349 de mortes e 5.712 de doentes. A taxa de letalidade é de 6,1%.


Fonte: IntraSUS

Aderlânia solicita distribuição emergencial de EPIs para municípios cearenses

Aderlânia Noronha propõe semana pela não violência contra a mulher
(Divulgação)

A deputada Aderlânia Noronha (SD) solicitou, nesta quarta-feira (29), ao secretário de saúde do Ceará, Dr. Cabeto, a distribuição, em caráter de urgência, de Equipamentos de Proteção Individual - EPIs para as unidades de saúde de Parambu, Quiterianópolis, Crateús, Arneiroz, Independência, Novo Oriente e Quixeré.

 A parlamentar justifica que os profissionais da saúde são os principais agentes expostos à transmissão do novo coronavírus por estarem na linha de frente do combate à doença. ”Esses profissionais atendem os pacientes do Sistema Único de Saúde nas unidades de saúde dos municípios cearenses. Muitos desses equipamentos começam a faltar, o que representa um grande risco para toda a população” - adverte a deputada. Ela ressalta que, na tarde do domingo (26), chegou a Fortaleza um avião fretado pelo Governo do Ceará com carga de quase 90 toneladas de EPIs e testes para detecção da Covid-19. 

Segundo ela, são os mesmos insumos que já estão sendo utilizados em todo o Brasil e no mundo, com qualidade garantida. ”Esse material deve ser enviado também para os municípios, onde a doença se alastra” - recomenda. Compromisso Ao todo, o Governo do Ceará adquiriu mais de 270 toneladas de insumos, o que significa que logo outras aeronaves estarão chegando à Capital cearense, trazendo mais equipamentos importantes neste momento dramático da pandemia.


Covid-19: Brasil tem 78.162 casos; 44% dos pacientes estão curados

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O Ministério da Saúde divulgou, nesta quarta-feira (29), que o Brasil registra 78.162 pessoas com covid-19. O número de óbitos subiu para 5.466. A taxa de letalidade é de 7%.

Até o momento, 34.132 pacientes foram curados da doença.

São Paulo concentra o maior número de falecimentos (2.247). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (794), Ceará (441), Pernambuco (538), e Amazonas (380).

Além disso, foram registradas mortes no Maranhão (166), Bahia (96) Pará (137), Espírito Santo (76), Santa Catarina (44), Minas Gerais (80), Rio Grande do Sul (50), Paraná (82), Distrito Federal (28), Rio Grande do Norte (53), Amapá (31), Alagoas (41), Goiás (27), Paraíba (58), Roraima (seis), Piauí (24), Rondônia (15), Acre (17), Sergipe (12), Mato Grosso (11), Mato Grosso do Sul (nove), e Tocantins (três).

*agenciabrasil


  
Paulino Car
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Novo ministro da Justiça quer atuação técnica e mais operações da PF


O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, tomou posse no cargo na tarde desta quarta-feira (29), em cerimônia no Palácio do Planalto, e prometeu uma gestão técnica à frente da pasta.

"Esse compromisso, dentro dessa expectativa de valores, vem reforçado pela ética, pela integridade, por efetivamente ministrar a justiça e ser agente de segurança da nação brasileira. Na prática, com uma atuação técnica, imparcial e sempre disposta a prestar contas. Não só ao chefe da nação, mas ao país como um todo", afirmou Mendonça em seu discurso de posse.

Agora ex-advogado-geral da União, Mendonça assumiu o lugar de Sergio Moro, que pediu demissão na semana passada.

Para comandar a AGU, o presidente Jair Bolsonaro também deu posse, na mesma cerimônia, ao procurador José Levi Mello do Amaral Júnior. A posse de ambos foi prestigiada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha. O ministro Gilmar Mendes, também do STF, foi outra autoridade do Judiciário que compareceu à cerimônia.
Operações da PF

Durante o discurso, André Mendonça também assumiu o compromisso de lutar contra a corrupção e o crime organizado e prometeu ao presidente a realização de mais operações da Polícia Federal. A corporação é subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

"Lutarei com todos os meus esforços no combate ao crime organizado, o que envolve não apenas a corrupção, mas tráfico de drogas, de armas, os crimes contra a vida, o patrimônio, os crimes de abuso sexual, e os crimes cometidos contra as crianças, os adolescentes e contra a mulher. Vamos fazer operações conjuntas. Cobre de nós mais operações da Polícia Federal, presidente da República".

A posse do diretor-geral da PF, que também estava prevista, acabou não ocorrendo após a suspensão determinada pelo STF, que barrou a nomeação do delegado Alexandre Ramagem, indicado pelo presidente Bolsonaro ao cargo.

O novo ministro falou ainda em trabalhar de forma articulada com estados e municípios, fortalecendo o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). "É preciso compreender que a criminalidade hoje se constitui em rede. Não é mais um sistema hierarquizado, onde havia um chefe e uma cadeia de comando, mas uma rede de inúmeras pessoas, onde é mais complexo se retirar o agente ou os agentes que coordenam essa rede".
AGU

Empossado para dirigir a AGU, José Levi Mello do Amaral Júnior afirmou que a segurança jurídica é fundamental para o desenvolvimento da democracia.

"Uma advocacia pública proativa acompanha a política desde a sua gênese. Uma advocacia pública proativa recusa a simples resposta 'não pode', mas sim, abraça a postura de buscar possibilidades a alterativas, sempre na rigorosa moldura da constitucionalidade e da legalidade".
O advogado-geral da União, José levi, discursa durante a solenidade de posse no Palácio do Planalto - Marcello Casal JrAgência Brasil

Antes de assumir a AGU, Levi Mello era procurador-geral da Fazenda Nacional (PGFN), no Ministério da Economia. Aos 43 anos, ele está na advocacia pública desde 2000 e chegou a ser secretário-executivo do Ministério da Justiça em 2016 e 2017, no governo de Michel Temer, e chefe da assessoria jurídica da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da presidência da República, entre 2013 e 2015, no governo de Dilma Rousseff (PT). Entre 2015 e 2016, ele foi consultor-geral da União.

*agenciabrasil

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Bolsonaro anula nomeação de Ramagem como diretor-geral da PF

O presidente Jair Bolsonaro, durante pronunciamento no Palácio do Planalto

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender o decreto de nomeação e a posse de Alexandre Ramagem como novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), o presidente Jair Bolsonaro decidiu anular a nomeação do delegado para o cargo. O novo decreto, que torna a nomeação "sem efeito", foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, na tarde desta quarta-feira (29).

No mesmo ato, Bolsonaro também tornou sem efeito a exoneração de Ramagem do cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Ramagem havia sido nomeado ontem (28) para a chefia da PF no lugar de Maurício Valeixo, demitido no último dia 24.

Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, atendeu a um pedido feito pelo PDT por meio de um mandado de segurança para suspender a nomeação e a posse de Ramagem. Na decisão, o ministro citou declarações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que ao deixar o cargo, na semana passada, acusou o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir politicamente na PF.

Alexandre de Moraes citou também trecho do pronunciamento de Bolsonaro feito no mesmo dia, após as declarações de Moro, em que o presidente contou ter se queixado ao então ministro da Justiça por não receber informações oriundas da PF.

A Advocacia-Geral da União (AGU) chegou a informar que ainda estudava que medida seria adotada para reverter a liminar do STF.

Com o decreto de Bolsonaro, Ramagem volta a comandar a Abin e o cargo de diretor-geral da PF fica vago novamente.

A cerimônia de posse de Ramagem estava marcada para esta quarta, no Palácio do Planalto. Continuam previstas para esta tarde a posse de André Mendonça, que ocupa o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública com a saída de Sergio Moro, e de José Levi Mello do Amaral Júnior que vai para a AGU no lugar de Mendonça. Também nomeado ontem, Levi estava no cargo procurador-geral da Fazenda Nacional.

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MEC libera R$ 364 milhões para alimentação escolar em todo o país

Merenda escolar

O Ministério da Educação (MEC) informou, nesta quarta-feira (29) que foram liberados antecipadamente R$ 364,4 milhões para estados e muncípios aplicarem na alimentação escolar durante a pandemia do novo coronavírus. Os recursos são do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE). O valor é referente à parcela do mês de maio destinada às unidades da federação.

De acordo com as orientações do FNDE, devido à suspensão das aulas por causa da covid-19, a distribuição de alimentos tem de ser feita por meio de kits, que devem ser elaborados conforme as regras do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), levando-se em conta os hábitos alimentares de cada região e a qualidade nutricional.

O Pnae oferece alimentação a cerca de 40 milhões de estudantes da educação básica pública em todo o país diariamente. Desde o início do ano, R$ 1,4 bilhão do programa foram destinados a estados e municípios. 

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Com pandemia, prefeitura de BH abre 1,9 mil novas covas em cemitérios

Homens com máscara e roupa de proteção transportam caixão para cemitério em Bergamo

A prefeitura de Belo Horizonte está abrindo 1,9 mil novos locais para sepultamentos nos cemitérios municipais para suprir o possível aumento de óbitos por causa da covid-19. De acordo com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica da capital mineira, a medida faz parte de um plano de contingência que também inclui a compra de equipamentos de proteção individual para os funcionários e a contratação futura de mão de obra.

“Considerando o cenário de pandemia e as realidades experimentadas em outros estados e países, os cemitérios de BH estão trabalhando em regime de alerta a fim de evitar o colapso do sistema, levando-se em conta que, caso as medidas preventivas não sejam adotadas, podemos experimentar cenários e projeções ruins, como já vem sendo amplamente divulgado pelos especialistas”, informou, em nota a fundação.

A informação, confirmada hoje (29) pela fundação à Agência Brasil, é do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. Em vídeo divulgado ontem (28) nas redes sociais, Kalil defendeu a manutenção do isolamento social como forma de prevenção à disseminação descontrolada da doença, disse que “não quer ser o prefeito coveiro” e que fica “horrorizado com a falta de sensibilidade humana de ver covas rasas”.

“Eu tô horrorizado com gente que diz que a gente tem condições de abrir o comércio. Baseado em que? No que estamos assistindo no Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Ceará, Pernambuco? A pandemia vem pra Belo Horizonte”, argumentou, citando estados em que a curva de infecção vem crescendo rapidamente. As cidades mais afetadas pela pandemia estão vivendo já o colapso de seus sistemas de saúde e funerários.

O plano da prefeitura de Belo Horizonte abrange os Cemitérios da Paz, da Consolação, da Saudade e do Bonfim, mas a primeira etapa da ampliação contempla apenas os três primeiros. O andamento de outras etapas dependerá dos cenários, que são reavaliados regularmente.

Ainda de acordo com fundação, houve um aumento no número de sepultamentos em março deste ano, comparado a 2019. Em março do ano passado a média diária foi de 25,54 (792 no total) e neste ano de 30,09 (933 no total).

Já a tendência para abril de 2020 é de uma pequena queda, comparado ao mesmo período do ano passado. Os números mostram que a média diária de abril de 2020 – lembrando que as medidas de isolamento foram adotadas em 17 de março - está em 26,07 (730 no total), considerando levantamento até o dia 27, e em abril de 2019 foi de 26,73 (802 sepultamentos no total).

“Essa queda experimentada em abril, apesar de ainda não nos permitir conclusões diretas sobre os impactos da covid-19, pode ser uma consequência das medidas de isolamento social, que diminuem as contaminações pelo novo coronavírus e, consequentemente, teremos menos casos graves a serem tratados nos hospitais que poderiam culminar em óbitos, mas também podem contribuir para baixar o número de mortes relativas a acidentes de trânsito e crimes violentos, por exemplo. Esse cenário de diminuição de outras causas de internação e de óbitos que não o covid-19 dá fôlego aos hospitais e cemitérios para focar nas demandas geradas pela pandemia”, explicou o órgão da prefeitura.
Prevenção

De acordo com Alexandre Kalil, a prefeitura de Belo Horizonte busca alternativas para otimizar o uso dos respiradores nos hospitais e já comprou máscaras de proteção para serem distribuídas à população. O prefeito explicou que um grupo técnico monitora diariamente a situação da capital mineira e vai dizer quando a cidade poderá ser reaberta.

Ele também pediu apoio do poder Judiciário para que não sejam tomadas decisões isoladas que vão contra as recomendações de isolamento social. “Peço ao Judiciário, pelo amor de Deus, ajude a prefeitura. Não pode autorizar um ou dois ou três ou quatro setores a abrir, na caneta, porque isso vai custar vidas”, disse.

Segundo ele, o Executivo local também está sensível à situação da economia local, mas a prioridade é salvar vidas. “Temos que ter o entendimento que vamos ajudar os comerciantes sim, claro. Nós sabemos o que estamos fazendo. O nosso segundo passo depois de salvar as vidas, é dedicar tempo exclusivo para ajuda a quem está nos ajudando agora [mantendo o isolamento social]”, disse. “Eu vou fazer o que a lei me permitir e o que a ciência me falar, sabendo que cada dia é um dia de sacrifício e desemprego. Mas vamos cuidar de todo mundo, do empresariado todo. Mas agora vamos tentar salvar Belo Horizonte das cenas bárbaras [de enterros em massa e corpos em frigoríficos]”.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, até as 10h desta quarta-feira, o estado registrou 1.758 casos confirmados de covid-19 e 80 óbitos. Na capital Belo Horizonte são 561 casos confirmados e 16 óbitos.

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Organização: Alexandra Araújo
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Dívida das empresas mais afetadas pela pandemia soma R$ 900 bilhões

Edifício - sede do Banco Central do Brasil no Setor Bancário Norte

A dívida total das empresas mais afetadas pela pandemia de covid-19 no Brasil soma R$ 900 bilhões. Desse total, R$ 556 bilhões são dívidas com o sistema financeiro nacional, informou hoje (29) o diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Paulo Souza, em entrevista coletiva, transmitida pela internet, para apresentar o Relatório de Estabilidade Financeira.

De acordo com Souza, os setores mais afetados são comércio, serviços, transporte, indústria de transformação, eletricidade e gás.

No relatório, o Banco Central divulgou uma simulação do impacto econômico gerado pela pandemia de covid-19. O BC selecionou 1,6 milhão de empresas (1,5 milhão dos setores mais afetados e 100 mil fornecedores) e 9,9 milhões de empregados (7,5 milhões das empresas afetadas diretamente e 2,4 milhões dos fornecedores). Na simulação, o BC considera que essas empresas entrariam em default (quando a empresa não consegue pagar os seus credores).

O resultado da simulação, chamado de teste de estresse, mostra que seria necessário aumento de R$ 395 bilhões em provisão (reservas para casos de perdas) dos bancos, devido à quebra das empresas. Desse total, R$ 207,3 bilhões seriam das empresas mais afetadas; R$ 48,1 bilhões dos empregados diretos; R$ 96,5 bilhões da cadeia de fornecedores; R$ 23,1 dos empregados dos fornecedores; R$ 8,9 bilhões referentes a reclassificação de risco de empresas afetadas, mas que não entrariam em default; e R$ 11,1 bilhões de contágio interfinanceiro.

“Devido ao volume de provisões que seriam necessárias, a capacidade de o sistema gerar novos créditos e sustentar o crescimento da economia ficaria temporariamente comprometida”, diz o relatório.

“Seria o impacto mais severo, dependendo da duração da pandemia”, disse Paulo Souza. Ele acrescentou que, com esse impacto, para o sistema financeiro voltar a se enquadrar no nível regulatório mínimo, seriam necessários R$ 70 bilhões, o que corresponde a 7,2% do patrimônio de referência (PR) do Sistema Financeiro Nacional. Segundo o relatório, considerando a rentabilidade em períodos de crises anteriores, seriam necessários três anos para o sistema recompor sua atual capacidade.

“Para se ter uma ideia, no estudo realizado em 2015 sobre os setores envolvidos na Lava Jato esse impacto era de R$ 3,4 bilhões, representava 0,4% do PR. De qualquer forma, o sistema financeiro mostra-se capaz de absorver esse impacto com os resultados que vão ser auferidos futuramente”, disse o diretor do BC.

Souza destacou que, na época da operação Lava Jato, as empresas envolvidas eram acusadas de crimes relacionados à corrupção, com risco de imagem. “Tanto o governo quanto o sistema financeiro não tinham como prestar auxílio naquele período. No caso específico [da pandemia de covid-19], os efeitos estão sendo causados por fatores que não estão relacionados à gestão das empresas. É um caso sanitário, de saúde. E tanto o sistema financeiro quanto o governo têm todo interesse em contribuir na solução. Portanto, a gente espera que esse impacto sejaer muito inferior ao cenário de estresse apresentado, mas temos que estar preparados”, afirmou.

* agenciabrasil


Especialista em Catarata/Glaucoma
Atendendo 
Em Fortaleza - na Bioclinica e na Hapclinica Aldeota
Em São Benedito - na Clinica Osanto