quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Vídeo: Atirador mata embaixador russo em galeria de arte na Turquia


Um fotógrafo da agência de notícias Associated Press que testemunhou o incidente disse que Karlov fazia um discurso quando um homem usando terno e gravata gritou “Allahu Akbar” (“Deus é maior”, em árabe) e disparou vários tiros. (Foto: AFP/Yavuz Alatan/Sozcu daily).

O embaixador russo em Ancara, Andrei Karlov, morreu após ser baleado por um atirador durante a abertura de uma exposição de fotos em uma galeria na capital turca nesta segunda-feira (19).

A mídia turca informou que o atirador feriu outras três pessoas além do diplomata antes de ser morto por agentes de segurança no local. Segundo o Ministério do Interior do país, o atirador era um policial. Até agora, no entanto, nenhuma organização assumiu a autoria do atentado.

Após balear o embaixador, o atirador gritou em turco: “Não esqueçam Aleppo! Não esqueçam a Síria!”. A Rússia deu apoio ao regime da Síria em sua campanha para expulsar rebeldes armados da cidade de Aleppo.

Depois, o homem disse aos demais presentes na galeria para se manterem distantes. “Qualquer um que participe dessa opressão vai morrer um por um”, afirmou.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, após o ataque. O governo russo condenou o incidente e prometeu “combater o terrorismo de maneira resoluta”.

“A memória deste excelente diplomata russo, um homem que fez tanto para combater o terrorismo, (…) permanecerá em nossos corações para sempre”, afirmou a porta-voz da chancelaria de Moscou, Maria Zakharova.

A RIA, agência de notícias estatal russa, informou que a segurança ao redor da Embaixada da Rússia em Ancara foi reforçada após o incidente.

A ONU (Organização das Nações Unidas) condenou o ataque.

Karlov tinha 62 anos, era diplomata de carreira e serviu na Coreia do Norte entre 2001 e 2006. Desde 2013, ele ocupava o cargo de embaixador na Turquia e, nas últimas semanas, participou das negociações com a Turquia que levaram à retirada de civis e rebeldes das áreas cercadas pelo regime sírio em Aleppo.

Atritos

A morte do embaixador pode agravar os delicados laços diplomáticos entre Rússia e Turquia. Os países haviam se reaproximado, após um período de estranhamento, mas ainda defendem posições opostas no conflito sírio.

No contexto da guerra civil na Síria, a Rússia apoia o regime de Bashar al-Assad, enquanto a Turquia apoia rebeldes que tentam derrubar o ditador desde março de 2011.

A fronteira entre a Turquia e a Síria foi especialmente importante para a passagem de militantes armados, durante os últimos anos, como os membros da organização terrorista Estado Islâmico.

O atrito entre os países teve seu ápice em 2015, quando a Turquia abateu um jato russo, acusando o país de ter violado seu espaço aéreo. Moscou negou a invasão.

A morte do embaixador ocorre, ademais, na véspera de uma reunião entre os chanceleres da Rússia, do Irã e da Turquia em Moscou para discutir a situação síria.

Nos últimos meses, os dois países vêm buscando normalizar suas relações. Em outubro, eles firmaram um acordo que prevê a cooperação na construção de um gasoduto submarino.


Veja o vídeo:


Fonte: Diário do Nordeste
Via Ipu Post

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