quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Cid Gomes critica proposta que cria quarentena para fusão de partidos


O ministro da Educação, Cid Gomes (PROS), criticou na noite dessa terça-feira (3) a proposta que deve entrar na pauta da Câmara dos Deputados criando uma quarentena para fusão de partidos políticos.

"Fusão de partido deve ser algo permanentemente admissível, penso assim. Acho que isso é um princípio democrático e ao meu juízo, quem quiser alterar isso, vai estar ferindo direitos", opinou o ministro.

Articulado pelo DEM e apoiado pelo novo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o projeto propõe que a fusão de partidos só seja permitida para siglas que tenham registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) há pelo menos cinco anos.

Caso aprovada, a proposta inviabilizaria a pretensão de Gilberto Kassab (PSD), ministro das Cidades, de recriação do Partido Liberal (PL) para a subsequente fusão da sigla com o seu PSD.

Como o novo partido surgiria com a ideia de buscar garantir a governabilidade da presidente Dilma Rousseff em seu segundo mandato, reduzindo, assim, a dependência da administração federal em relação ao PMDB, o novo presidente da Câmara e seus correligionários peemedebistas apressaram-se em demonstrar apoio aos democratas.

Com o mesmo objetivo de Kassab, Cid Gomes também defendeu a montagem de uma nova sigla: “A criação desse partido ajuda na governabilidade e reduz aí o espaço da pressão que muitas vezes beira até a chantagem“, disse o então governador do Ceará, no final do ano passado, referindo-se à influência do PMDB no governo Dilma.

Avaliação das IES

Na noite de ontem, Cid Gomes se reuniu com a bancada do PROS na Câmara e disse que pedirá aos deputados de seu partido empenho para aprovação do projeto que cria um instituto para avaliar as instituições de Ensino Superior.

"É importante que o Ministério tenha um instrumento na sua estrutura que possa aferir permanentemente a qualidade dos cursos superiores do Brasil", argumentou. A proposta já passou pelo crivo dos senadores e aguarda apreciação na Câmara.

* Com Diário de Pernambuco.

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