
Todos os documentos de transporte informam que o dinheiro seria usado como sinal para aquisição de posto de gasolina. Quatro portadores foram identificados. Um deles, identificado como “Sanje”, levou R$ 235 mil para Manaus e R$ 400 mil para Porto Alegre. A remessa para Curitiba, de R$ 420 mil, foi feita por André Nego – ou André Luiz Santos, réu na Lava-Jato e que até tentou fugir após uma audiência na Justiça. No nome dele está a subconta “And”, da qual, em um único dia, foram retirados R$ 574 mil em dinheiro vivo e R$ 33 mil pagos a Chater, supostamente de comissão. Em novembro de 2013, a “And” acumulava movimentação de R$ 1,298 milhão.
Em depoimento à Justiça no último dia 1º, Chater afirmou que as remessas foram feitas unicamente para pagar dívidas que tinha com essas pessoas ou “por amizade”. Ele se negou a identificar para quem trabalhavam alguns emissários. Ou disse que não se lembrava. Em relação às subcontas, Chater disse ser o dono da “K corrente” e identificou apenas três, que atribuiu a alguns doleiros já investigados ou citados na Lava-Jato: “Fa”, de Fayed Trabulsi, preso na Operação Miqueias e que tinha políticos em sua agenda; “Sasa”, de Sleiman Nassim El Kobrossy, também conhecido como Salomão e acusado de atuar no mercado negro de câmbio para pagamento de cocaína na Bolívia; “Kld”, de Khaled Youssef Nasr, cunhado de Chater, que administrava a casa de câmbio Valortur, localizada dentro do posto. Chater negou que a subconta “Primo” seja do doleiro Alberto Youssef, que era tratado como “primo” nas conversas gravadas pela PF durante a investigação.
(O Globo)
Nenhum comentário:
Postar um comentário