
"Colocamos o freezer e a mesa para nos protegermos, e pedimos que todos ficassem deitados e em silêncio para que não soubessem que estávamos lá", diz a mulher, ao lado de familiares.
"Foi tudo muito rápido. Quando começaram os tiros, a gente achou que era brincadeira. Mas aí a gente percebeu que a coisa era séria e abriu a cozinha. Todo mundo começou a gritar é tiro, é tiro. Trancamos tudo. Mas o pânico foi muito grande. O medo era que atirassem pelos vitrôs", conta a merendeira, que trabalha há 10 anos na escola.
Ela explica que o grupo permaneceu na cozinha até a chegada da polícia. "A gente estava em pânico junto com eles, mas precisava manter a calma. Tinha criança passando mal", diz. "Era socorrer, acalmar e pensar rápido".
Silmara conta que o grupo foi retirado pela polícia e viu os corpos das vítimas enquanto deixavam a escola. A merendeira diz que, entre os atingidos por tiros, estão a coordenadora e a inspetora - ainda não há informações oficiais sobre o estado de saúde das duas funcionárias.
Uma das alunas ajudadas por Silmara relata que, de dentro da cozinha, todos só conseguiam ver as janelas. "A gente ouvia as pessoas correndo e ouvindo tiros. Muitos gritos", conta a estudante do segundo ano do ensino médio.
Segundo a jovem de 16 anos, quando a porta se abriu, o grupo pensou que eram os atiradores. "Vimos que era a polícia. A gente correu o mais rápido possível para longe", relembra.
"Cada um só pensava em se salvar, em Salvar quem estava junto", diz, emocionada. "A gente se espremeu embaixo das mesas. Ficamos ali por uns 15 minutos", encerra a estudante, que escapou ilesa do ataque ocorrido na escola.
* Uol.
Nenhum comentário:
Postar um comentário