Além dos telejornais de emissoras locais, as propagandas e programas institucionais do Governo Estadual e de governos municipais devem ter o profissional intérprete. “Com esse projeto, a gente facilita a inclusão social e o exercício de cidadania dessas pessoas que, assim como qualquer outro cidadão, precisam ter acesso à informação”, enfatiza Tadeu Oliveira, autor do projeto.
O texto destaca que todo cidadão tem garantido pela legislação brasileira o livre acesso à informação, mas que os meios de comunicação privados e até mesmo de Governos (Estados e Municípios), pouco utilizam intérpretes de libras em seus comunicados e programas. “Já era uma necessidade e agora, com a pandemia do Coronavirus, isso se acentuou mais ainda porque precisamos passar informações sobre prevenção do vírus para toda a sociedade, e as pessoas surdas integram a nossa sociedade”, explica Tadeu.
No Ceará, estima-se que existam cerca de 250 mil pessoas surdas ou portadoras de alguma deficiência auditiva, segundo o censo do IBGE de 2010. O dado traz ainda que, desse número, cerca de 35 mil estão em idade escolar. No Brasil, são 10 milhões de cidadãos, dos quais 2,7 milhões possuem surdez profunda. A Libras funciona como forma legal para a comunicação entre surdos-surdos e surdo-ouvinte.
Tadeu destaca que existe pela legislação brasileira essa igualdade de acesso e de exercício ao direito dos deficientes auditivos, mas que estas medidas necessitam de comando legal no âmbito Estadual.

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