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O deputado Cláudio Pinho (PDT) demonstrou preocupação, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quinta-feira (20/02), com o aumento do preço de produtos de alimentação no Brasil, o que, segundo ele, tem afetado o poder de compra da população.
De acordo com o parlamentar, “a inflação tem corroído o dinheiro do cidadão brasileiro”, citando que, com 100 reais, uma pessoa tem conseguido comprar até 25% a menos do que conseguia comprar há dois meses.
“O preço do café deu um salto que ninguém imaginava. O valor da carne subiu 25%, da picanha ao acém. A nossa população, sofrida, está perdendo o direito de comer. Tenho medo da convulsão social que pode ocorrer no nosso País por conta dos altos preços e da perda do poder de compra do brasileiro”, apontou Cláudio Pinho.
O deputado defendeu que sejam encontradas formas de buscar um maior equilíbrio econômico diante da crise dos alimentos. “Se o Governo comprar bens da agricultura familiar e armazená-los para momentos de crise e de dificuldade de abastecimento do mercado interno, distribuindo esses itens no mercado nos períodos de escassez, poderemos ter um equilíbrio de preço nas entressafras”, sugeriu.
Para ele, o preço dos alimentos tem impedido muitos brasileiros de completarem as refeições diárias necessárias. “Não é só distribuindo quentinhas que vamos matar a fome da população. O cidadão precisa do seu salário e do seu poder de compra para chegar em um mercado, fazer a sua feira e alimentar a sua família”, salientou.
Em aparte, o deputado Antônio Henrique (PDT) criticou o Governo Federal pela atual situação do País no que diz respeito ao aumento dos preços.
“A população está ficando cada vez mais sem condições de comprar seus alimentos. Vemos os governos do PT distribuindo quentinhas para quem tem fome, mas a impressão que dá é que querem que todo o Brasil fique com fome para poder se alimentar dessas quentinhas, pois ninguém mais vai ter dinheiro para comprar nada”, comentou.
Já o deputado Missias Dias (PT) ressaltou que a crise econômica é mundial, e os governos do PT têm feito esforços para resolver o problema da fome e da miséria do povo brasileiro. “Você imagina lidar com a carestia dos alimentos, que não é algo exclusivo do Brasil, sem as nossas políticas sociais?”, questionou, reforçando ser necessário fortalecer as instituições responsáveis por equilibrar os preços dos alimentos.
*ALECE
Por Ricardo Garcia
Edição: Vandecy Dourado
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