sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Rio: PM diz que 95% do efetivo estão funcionando normalmente

PMs deixam Batalhão de Choque para operação Foto: Gabriel de Paiva / O Globo

RIO - O porta-voz da Polícia Militar, major Ivan Blaz, afirmou, na manhã desta sexta-feira, que 95% do policiamento no estado estão funcionando normalmente, apesar de haver manifestações de familiares de PMs na entrada de diferentes batalhões. Segundo ele, veículos e policiais do 6º BPM (Tijuca) e do 16º BPM (Olaria), ambos na Zona Norte, no entanto, não estão indo às ruas.

Há protestos em diversas outras unidades, os parentes dos soldados exigem o pagamento do 13º salário, que está atrasado, além de reajuste. Mas o porta-voz explica que foi montado um esquema tático de rendição das tropas nas ruas para que os policais não sejam impedidos de sair dos batalhões.

Blaz esteve no 6º BPM e pede que a população acesse o perfil da PM no Twitter e outros canais oficiais da Polícia Militar nas redes sociais para obter informações:

— Estamos lidando com um momento sensível. O pleito é pertinente, mas impedir que as tropas saiam para as ruas é prejudicar a população. A Polícia Militar já está neste momento mostrando a importância de seu papel para a população — disse Blaz.

TROCA DE TURNO É REALIZADA NAS RUAS

A tática foi usada pelo comando do 9ºBPM (Rocha Miranda). O tenente-coronel Ivan Araújo, comandante da unidade, disse que a rendição dos policiais foi feita nas outras bases do batalhão para evitar que os policiais militares fossem impedidos de trabalhar pelo grupo de mulheres que está na porta da unidade.

— O policiamento na área do 9º BPM está normal. Todos os carros estão na rua — afirmou o comandante.

A mesma medida foi adotada pelo comando do 3º BPM (Méier). O coronel Luiz Teixeira disse que orientou os seus comandados oara que a troca de turno fosse realizada em cabines e outros postos de policiamento. Um desses locais foi a rua em frente ao Hospital municipal Salgado Filho. Na porta do batalhão, um grupo de mulheres impedem a entrada e saída dos policiais.

Segundo Ivan Blaz, das cerca de cem unidades operacionais no estado, pelo menos 20 têm manifestações na porta na manhã desta sexta-feira. De acordo com o porta-voz, a PM não irá usar força contra os manifestantes.

— De forma alguma iremos usar a força contra esses manifestantes. Eles são nossos familiares, mas precisamos chamá-los à consciência para que o policiamento desempenhe sua função — disse Blaz.

O agente também comparou o que acontece no Rio com as manifestações de parentes que paralisam, desde sábado, a atuação de policiais militares no Espírito Santo, o que levou o estado à uma crise de segurança. Em seis dias, mais de cem pessoas foram mortas em municípios capixabas.

— O Espírito Santo está vivendo uma situação de barbárie. Não podemos chegar a esse ponto. A Polícia Militar, somente pelo calor público temendo sua ausência, já mostrou sua importância. Não há como viver de forma civilizada sem que a polícia esteja nas ruas. E esse é o principal argumento que estamos utilizando junto aos manifestantes. Pedimos encarecidamente que eles permitam que o policiamento ganhe as ruas (no Rio) para cumprir sua missão — acrescentou.

PROTESTO NA TIJUCA

Na porta do 6º BPM, cerca de dez mulheres impedem a saída dos policiais. Elas deixam os carros de passeio entrarem, mas informam que eles não poderão sair. Ela gritam palavras de ordem como “não vai passar”.

— Nós somos seres humanos. Não tenho nada contra ninguém, mas temos que valorizar a polícia sim. Eles não têm como trabalhar, não tem nada. Chega — disse uma manifestante.

Fonte: O Globo.

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