
O objetivo inicial era atrair atletas para reforçar os quadros da Marinha, Exército e Aeronáutica nos Jogos Militares de 2011. O resultado foi que o País liderou o quadro, com 45 medalhas de ouro, enquanto nos jogos anteriores, apenas havia conquistado três medalhas. No total, o programa apoia 670 atletas, oferecendo instalações para treino, ajuda financeira, plano de saúde e odontológico. Neste ano de jogos olímpicos, R$ 43 milhões foram investidos.
Editais públicos são abertos para os atletas que queiram participar. Eles passam por treinamento de 45 dias, estudam a hierarquia militar, passam por teste físico e aprendem detalhes de rotina militar, além de se tornarem temporariamente terceiros-sargentos de uma das Forças Armadas.
"A Marinha me deu todo o suporte durante o período que estive afastado da seleção", afirmou o boxeador Robson Conceição, que prestou continência no pódio ao receber a medalha de ouro. Ele e outros cinco medalhistas realizaram o gesto, incluindo Arthur Zanetti. O treinador de Zanetti, Marcos Goto, criticou o ato, afirmando que “pegar atleta pronto é muito fácil. Quero ver apoiar até a criança chegar lá”. Depois, voltou atrás em sua declaração. De acordo com atletas e militares, prestar continência ao receber a medalha não é obrigatório.
"Não houve ordem. Foi um gesto espontâneo que foi contaminando a delegação no Pan do Canadá, em 2015. Para mim, cada gesto daquele significa uma medalha", disse o general Fernando Azevedo e Silva, comandante militar do Leste e um dos idealizadores do programa, ao jornal Folha de São Paulo.
O contrato entre as Forças Armadas e os atletas tem prazo de um ano, mas pode ser renovado por oito anos consecutivos. Nos Jogos do Rio, 145 atletas, do total de 465 da delegação brasileira são patrocinados pelo projeto, o que corresponde a 31%. A meta é que o grupo conquiste dez pódios, o que está próximo de acontecer.
Redação O POVO Online
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