segunda-feira, 13 de abril de 2026

Trump critica Leão XIV e diz que ele é "terrível em política externa"

 

Patrick Semansky / AP


TRUMP CRITICA PAPA LEÃO XIV: "FRACO EM RELAÇÃO AO CRIME E PÉSSIMO EM POLÍTICA EXTERNA"

Presidente americano respondeu às declarações do pontífice sobre ações dos EUA no Irã e na Venezuela e sugeriu que o papa foi eleito por ser norte-americano

Ao comentar as críticas do Papa Leão XIV sobre as ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela, o presidente Donald Trump afirmou que o pontífice é "terrível em política externa" e pediu que ele deixe de agradar a "esquerda radical".

"O papa Leão é fraco em relação ao crime e péssimo em política externa", escreveu ele, nesse domingo (12) à noite, na rede Truth Social, da qual é proprietário, em uma longa mensagem em que apela ao religioso para que se concentre "em ser um grande papa, não um político", porque "está prejudicando a Igreja Católica".

AS CRÍTICAS DE TRUMP

"Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito", declarou.

Além disso, Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito papa "porque era norte-americano, pensaram que seria a melhor forma de lidar" com o republicano, e pediu que ele seja grato.

"Leão devia se dar ao trabalho de ser papa, usar o bom senso, deixar de agradar a esquerda radical e concentrar-se em ser um grande papa, não um político", disse o presidente.

"Prefiro muito mais o seu irmão, Louis, do que ele, porque Louis é totalmente Maga [Make America Great Again]. Ele compreende isso, e o Leão não", acrescentou.

A POSIÇÃO DO PAPA LEÃO XIV

Neste quase primeiro ano de pontificado, embora sempre num tom muito cauteloso, Leão XIV denunciou alguns riscos da política global, lamentou guerras como a do Irã e pediu a garantia da soberania da Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro.

No sábado (11), no Vaticano, o papa apelou aos governantes do mundo para conterem toda a "demonstração de força" e "sentarem-se à mesa do diálogo e da mediação". Embora não tenha mencionado casos concretos, essa mensagem coincidiu com as negociações entre os Estados Unidos e o Irã no Paquistão.

A troca de farpas entre o presidente americano e o pontífice reflete as tensões entre a administração Trump e o Vaticano em relação à política externa dos EUA, especialmente no Oriente Médio e na América Latina.

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