sexta-feira, 3 de maio de 2019

Falso medicamento para autismo tem anúncios retirados da internet

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(Divulgação)

Por trás da sigla MMS – originária do inglês, Miracle Mineral Solution –, esconde-se um produto comercializado com a promessa de curar diversas doenças e até o autismo. Contudo, a substância nada mais é do que dióxido de cloro, usado largamente para produção de produtos de limpeza. De olho nas promessas falsas e perigosas à saúde humana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fiscalizou e retirou de circulação, na semana passada, os anúncios de venda desse produto na internet.

Conforme a Anvisa, o dióxido de cloro não tem aprovação como medicamento em nenhum lugar do mundo, e sua ingestão traz riscos imediatos e a longo prazo, especialmente às crianças. Em algumas publicidades, os vendedores faziam indicações de uso do líquido para tratamento do autismo.

Há anos, o FDA (Food and Drug Administration), órgão norte-americano correspondente à Anvisa, alerta a população para não consumir o produto. Em 2010, emitiu uma nota na qual diz que a substância, quando tomada conforme as indicações dos vendedores, produz um alvejante, usado na indústria e no tratamento de água. O consumo elevado pode provocar náuseas, vômitos, diarreia e sintomas de desidratação severa.

O que é o produto?

O dióxido de cloro é classificado como um produto corrosivo e sua manipulação exige o uso de equipamento de proteção individual. É um produto que também traz riscos pela inalação.

O que é o autismo?

É um transtorno de desenvolvimento que se manifesta, geralmente, antes dos três anos de idade. É comum os pais observarem alterações na criança a partir dos 18 meses, quando ela parece se "desconectar" do universo ao redor. Caracteriza-se por alterações na comunicação, no relacionamento interpessoal (pouca interação) e um repertório de interesses muito restrito, por vezes com a fixação em um único tema.

Fonte: gauchazh

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