
Alguns moradores de Granja, que residem mais próximo da barragem, começaram a retirar móveis e abandonar as próprias casas desde a última quarta-feira (3). O receio da população granjense era ainda maior por conta de um alagamento que ocorreu em 2009, na última vez que o rio atingiu o nível máximo e alagou várias casas e bairros do município. Essa situação em Granja ocorre por conta dos altos níveis de chuva registrados na região Norte do estado, durante os primeiros meses de 2019.
Além dos arredores que demandavam maior cautela, os bairros São Francisco e Alto da Brasília também foram atingidos pelo vazamento da água. Comunidades como Adrianópolis e Timonha também enfrentam dificuldades por conta das águas. O transtorno ainda pode ser presenciado na região de Córrego do Lino, onde o rio levou uma ponte. Outras dez comunidades nessa região estão prejudicadas com a situação.
Proteção com sacos de areia
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Defesa Civil faz proteção com sacos de areia com a subida do nível Coreaú — Foto: SVM
“Isso é um canal que desce por conta da água acumulada. A água não tem força para adentrar ao rio porque a força dele é maior. Caso o rio baixe, a água do canal baixa. No momento foram colocados sacos de areia onde a água está minando, e também no pé da parede, que é justamente onde ocasiona o problema”, explicou o coordenador da Defesa Civil de Granja, Francisco Aquino.
Com o objetivo de barrar um vazamento ainda maior, a Defesa Civil do município colocou sacos de areia na margem do Coreaú, desde a última quarta-feira. Após a elevação do nível da água registrado nesta quinta, mais sacos foram colocados para tentar conter um vazamento ainda maior.
A população de Granja ainda sofre com a falta de abastecimento de água encanada — pois o sistema foi desligado devido à constante elevação do rio, registrada nos últimos dias. As bombas do Sistema Autônomo de Água e Esgoto (Saae) do município não estavam conseguindo puxar água por conta da cheia do reservatório Gangorra, que fornece água para a população de Granja.
G1
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