Gleisi e outros parlamentares petistas seguram cartaz pró-Lula durante a posse na Câmara dos Deputados Foto: Sergio Lima / AFP (01/02/2019)
Desde sexta-feira, os dirigentes adotaram um tom ainda mais duro em defesa do emedebista, responsável por encerrar o ciclo de 13 anos da legenda no poder ao assumir a Presidência da República em 2016, após oimpeachment de Dilma Rousseff.
Em uma nota divulgada horas após a prisão, o partido afirmava "esperar que a decisão tenha se dado com base em fatos consistentes, respeitando o processo legal, e não apenas por especulações e delações sem provas". Gleisi, ainda assim, acusou o emedebista de ter "prestado um papel deplorável à democracia" no impeachment.
— Politicamente e economicamente não há nenhuma defesa do Temer. Isso não quer dizer que a gente vá analisar o processo judicial com base em quem ele se aplica. As regras constitucionais existem para serem cumpridas.
Vice-presidente do partido, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) concorda com as críticas e diz que a prisão se deu de forma "apressada", sem respeitar os procedimentos legais.
— As pessoas estão cada vez mais conscientes de que a prisão do Lula é ilegal — diz Teixeira.
Para o deputado, a prisão de Temer vai, inclusive, ajudar nas mobilizações:
— Vai chamar ainda mais a atenção para a forma como a Lava-Jato atua.
Em reunião de seu diretório nacional, o PT mais uma vez reafirmou a bandeira da defesa da liberdade de Lula. O partido planeja uma série de atos pelo país para marcar um ano da prisão de seu principal líder, no dia 7 de abril, e o julgamento pelo STF da manutenção ou não de início do cumprimento da pena após condenação em segunda instância, previsto para o dia 10.
Fonte: O Globo
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