sexta-feira, 6 de abril de 2018

Ocupação de áreas periféricas pela PM começa a dar bons resultados para a Segurança


A Polícia Militar começou a ocupar as áreas de Fortaleza consideradas verdadeiros guetos do crime. São favelas ou becos que servem de esconderijo para traficantes, homicidas, além de depósitos de armas e munições das facções criminosas. O trabalho da PM nas ruas está sendo supervisionado pelo próprio Comando-Geral da Corporação e pelo secretário da Segurança Pública. André Costa tem dado suas “incertas” nos pontos onde estão mobilizadas as forças especiais da PM. Esse trabalho já apresenta bons resultados. Começou no Barroso II após a expulsão de famílias das suas casas por membros de uma quadrilha. Agora, se estende por outras comunidades, como a da Lagoa do Urubu, de onde partiram os bandidos que incendiaram ônibus na cidade.

TRÉGUA NO FERIADÃO


Durante o feriadão da Semana Santa, o próprio governador do estado, Camilo Santana (PT), Esteve coordenando a ação da Segurança nas ruas. O Comando-Geral da PM foi autorizado por Camilo a suspender as férias e folgas dos militares. Aqueles que fizeram o trabalho extraordinário vão receber diárias. O resultado é que o Comando do Policiamento da Capital (CPC), conseguiu triplicar o número de viaturas nas ruas de Fortaleza durante todo o feriadão. A presença maciça de viaturas nas ruas e avenidas inibiu os criminosos responsáveis por ataques. Nenhum ônibus foi queimado. Em compensação, os bandidos avançaram nos assassinatos. Foram, ao menos, 60 pessoas mortas no estado entre a Quinta-Feira Santa e o Domingo de Páscoa. A SSPDS tentou amenizar essa conta, informando que foram “apenas” 54!!!!

TRIMESTRE SANGRENTO

O primeiro trimestre de 2018 foi bastante negativo para a SSPDS. Os números de Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs) só cresceram. Incluindo os casos de mortes em unidades do Sistema Penitenciários e os óbitos decorrentes de intervenção policial (que são excluídos das estatísticas oficiais) , o Ceará contabilizou no período, nada menos, que 1.344 homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. E Fortaleza foi a área com maior número de CVLIs. Entre os dias 1º de janeiro e 31 de março, 434 pessoas foram mortas na Capital, sendo 167 em janeiro, 128 em fevereiro e 139 em março. Em seguida, aparece a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), com 383 assassinatos. Depois, o Interior Norte, com 270 homicídios. Por último, o Interior Sul, com 257 casos. Janeiro foi o mês mais violento do trimestre, apresentando uma média de 17,6 homicídios/dia.

*Ceará News7

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