terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Prefeitura de Sobral realiza Mutirão de limpeza em toda a cidade

 



A Prefeitura de Sobral, por meio da Secretaria da Conservação e Serviços Públicos (SESEP), está executando o Mutirão de Limpeza 2026 em toda a cidade, abrangendo tanto a sede quanto os distritos. A ação teve início no dia 2 de janeiro e tem como objetivo reforçar os serviços de limpeza urbana, promovendo mais organização, bem-estar e qualidade de vida para a população sobralense.

A iniciativa mobiliza diariamente cerca de 100 garis, que atuam de forma intensiva em diversos bairros e localidades, realizando serviços essenciais como roço, capina, pintura de meio-fio, varrição de vias públicas e recolhimento de resíduos sólidos. Os trabalhos acontecem de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, com o apoio de caminhões, caçambas e máquinas, garantindo maior agilidade e eficiência nas ações.

Além de contribuir para a melhoria do aspecto urbano, o mutirão também desempenha um papel fundamental na prevenção de doenças, no combate a focos de insetos e no cuidado com os espaços públicos, como praças, ruas e avenidas. A Prefeitura reforça a importância da colaboração da população, evitando o descarte irregular de lixo e mantendo os ambientes limpos após a realização dos serviços.

Com o Mutirão de Limpeza 2026, a gestão municipal reafirma seu compromisso com a zeladoria urbana, o cuidado com a cidade e a promoção de um ambiente mais limpo, saudável e agradável para todos os cidadãos.

Ceará reduz mortalidade infantil em 17,6%

Tiago Stille - Casa Civil - foto Yuri Leonardo - Casa Civil - infografia



 O Ceará conseguiu reduzir em 17,6% a taxa de mortalidade infantil entre os anos de 2011 e 2024, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Nesse período, o índice caiu de 13,6 para 11,2 óbitos de crianças menores de um ano a cada mil nascidos vivos.

De acordo com o levantamento, ao longo desses 14 anos foram registrados 21.221 óbitos infantis, o que representa uma média de 1.542 mortes por ano. A Sesa destaca que a redução está diretamente ligada ao fortalecimento das políticas públicas voltadas ao cuidado materno-infantil.



Um dos principais fatores para esse avanço é o projeto De Braços Abertos, lançado em 2024. A iniciativa busca melhorar o atendimento às gestantes, bebês e crianças em toda a rede de saúde, desde a atenção básica até os serviços de alta complexidade. O projeto atua na capacitação de profissionais, na organização do atendimento e na integração entre os serviços de saúde.

Segundo a Sesa, o fortalecimento do pré-natal na Atenção Primária tem sido fundamental para identificar riscos durante a gestação, melhorar o cuidado no parto e garantir um acompanhamento mais qualificado dos recém-nascidos, reduzindo mortes que poderiam ser evitadas.

Tipos de mortalidade infantil

A mortalidade infantil é dividida em três fases:

  • Neonatal precoce: mortes de bebês entre 0 e 6 dias de vida;

  • Neonatal tardia: mortes entre 7 e 27 dias;

  • Pós-neonatal: mortes entre 28 dias e menos de 1 ano.

Entre 2011 e 2024, a mortalidade neonatal precoce caiu 19,4%. Já a mortalidade pós-neonatal teve uma redução de 16,2%. A mortalidade neonatal tardia permaneceu estável ao longo do período.




Diferenças regionais

Em 2024, a menor taxa de mortalidade infantil foi registrada na região do Cariri, com 9,8 óbitos por mil nascidos vivos, enquanto a maior foi no Litoral Leste, com 12,5.

A meta do Plano Estadual de Saúde é reduzir esse índice para 9,5 óbitos por mil nascidos vivos até 2027, reforçando o compromisso do Estado com a saúde de mães e crianças.

Anvisa manda recolher lote de chá de camomila Água da Serra

foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (5), a retirada imediata do mercado do lote nº 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea, produzido pela marca Água da Serra. Além do recolhimento, a comercialização, a distribuição, a publicidade e o consumo do produto foram suspensos em todo o território nacional.

A decisão foi tomada após a própria fabricante, Água da Serra Industrial de Bebidas S.A., comunicar formalmente à Anvisa a necessidade de recolhimento do lote, procedimento conhecido como ação voluntária, adotado quando o fabricante identifica problemas que comprometem a qualidade do produto.

Análises laboratoriais revelaram irregularidades significativas. O teste de identificação histológica constatou a presença de partes vegetais incompatíveis com o padrão esperado para o chá de camomila, como caules, galhos e sementes estranhas à formulação. Já o exame voltado à detecção de matérias estranhas identificou a presença de 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em uma amostra de 25 gramas do produto, número muito acima do limite permitido, que é de até 90 fragmentos para a mesma quantidade.

Segundo a Anvisa, os resultados evidenciam falhas graves no cumprimento das boas práticas de fabricação, comprometendo a segurança e a qualidade do alimento.

Pomada pós-tatuagem também é proibida

Além do chá, a Anvisa também adotou medida fiscal contra a Pomada Cicatrizante Inkdraw Aftercare, indicada para cuidados pós-tatuagem. O produto teve sua fabricação, comercialização, distribuição, importação, divulgação e uso proibidos em todo o país.

A restrição foi aplicada devido à ausência de registro ou notificação junto à Anvisa, requisito obrigatório para produtos desse tipo. A origem da pomada também não pôde ser devidamente comprovada, o que reforçou a decisão da agência reguladora.

Brasil denuncia ação dos EUA na Venezuela na ONU e alerta para risco à paz na América do Sul

Antônio Cruz/Agência Brasil


 O Brasil voltou a se posicionar de forma contundente contra a ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano e contra a retirada forçada do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, ocorrida no último sábado (3). A manifestação ocorreu durante uma sessão extraordinária do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada nesta segunda-feira (5).

Ao discursar no encontro, o representante permanente do Brasil junto à ONU, embaixador Sérgio França Danese, alertou que a escalada de tensões ameaça diretamente a estabilidade da América do Sul. Segundo ele, a história recente do continente demonstra que intervenções armadas externas resultaram em graves consequências, como autoritarismo, repressão política, violações sistemáticas de direitos humanos, mortes e desaparecimentos forçados.

Para o diplomata, o uso da força na região resgata episódios que se acreditava superados e compromete o esforço coletivo de manter a América do Sul como um espaço livre de conflitos armados. Danese reafirmou que o Brasil mantém uma posição firme em defesa da paz, do diálogo e do princípio da não intervenção.

Violação do direito internacional

Na avaliação do governo brasileiro, a ação norte-americana ultrapassou limites considerados inadmissíveis no âmbito do direito internacional. O embaixador ressaltou que a Carta das Nações Unidas proíbe o emprego da força contra a soberania e a integridade territorial de Estados independentes, salvo em situações estritamente previstas pelo próprio documento.

Danese destacou que interesses econômicos ou estratégicos não podem servir de justificativa para intervenções militares ou para a imposição de mudanças de governo. Para o Brasil, o destino político da Venezuela deve ser definido exclusivamente pelos venezuelanos, por meio de processos internos e sem qualquer ingerência externa, respeitando as normas internacionais.

O representante brasileiro também afirmou que a construção de um mundo multipolar baseado na cooperação não pode ser confundida com a imposição de zonas de influência, enfatizando que não é aceitável defender que objetivos políticos legitimem métodos ilegais.

Reações regionais

Durante a reunião, outros países da região manifestaram posições semelhantes à do Brasil. Colômbia e Cuba também condenaram publicamente a operação dos Estados Unidos, especialmente diante de recentes declarações do presidente Donald Trump que apontaram ambos os países como possíveis alvos de futuras ações.

A embaixadora da Colômbia, Leonor Zalabata Torres, afirmou que a iniciativa norte-americana fere princípios fundamentais do direito internacional e viola a soberania venezuelana. Segundo ela, não há qualquer circunstância que legitime o uso unilateral da força ou atos de agressão contra outro Estado.

A diplomata colombiana alertou ainda para os impactos humanitários da crise, ressaltando que ações desse tipo tendem a agravar o sofrimento da população civil e a gerar reflexos além das fronteiras venezuelanas. Ela lembrou que a Colômbia já acolhe milhões de venezuelanos e que um novo fluxo migratório em larga escala exigiria esforços adicionais significativos.

O embaixador de Cuba, Ernesto Soberón Guzmán, afirmou que a motivação central da ofensiva norte-americana estaria ligada ao controle dos recursos naturais da Venezuela, em especial o petróleo. Segundo ele, a retórica de combate ao narcotráfico serviria apenas como justificativa para interesses econômicos e geopolíticos.

Guzmán também criticou a ideia de uma “transição segura”, afirmando que, na visão de Washington, isso significaria impor um governo alinhado aos seus interesses, com acesso irrestrito às riquezas venezuelanas. O diplomata rejeitou ainda acusações de que Cuba mantenha operações de inteligência no território venezuelano, classificando tais alegações como infundadas e destinadas a desviar o foco das ações dos Estados Unidos.

Posição divergente

Entre os poucos países que apoiaram a ação militar norte-americana, destacou-se a Argentina. O representante argentino na ONU, Francisco Fabián Tropepi, afirmou que a captura de Nicolás Maduro representaria um avanço no combate ao narcoterrorismo e uma oportunidade para a restauração da democracia na Venezuela.

Segundo o diplomata, o governo argentino acredita que os acontecimentos podem abrir caminho para o restabelecimento do Estado de Direito e do respeito aos direitos humanos no país vizinho. Tropepi recordou ainda a concessão de asilo diplomático a lideranças da oposição venezuelana em 2024 e mencionou o rompimento de relações diplomáticas após Buenos Aires reconhecer Edmundo González Urrutia como presidente eleito da Venezuela.

Ele concluiu afirmando que a Argentina seguirá denunciando a situação venezuelana em fóruns internacionais, mantendo sua posição mesmo diante de pressões políticas.

Ataque dos EUA a parceiro da Otan será "fim de tudo", alerta Dinamarca

 

foto: Otan


A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, fez um alerta contundente nesta segunda-feira (5) ao afirmar que qualquer ação militar dos Estados Unidos contra outro país integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) representaria uma ruptura grave com consequências imprevisíveis. Segundo ela, um ataque dessa natureza colocaria em risco toda a estabilidade do bloco militar.

Tanto a Dinamarca quanto os Estados Unidos fazem parte da Otan. A Groenlândia, apesar de possuir autonomia administrativa, integra o Reino da Dinamarca e, por consequência, também está sob o guarda-chuva da aliança atlântica.

As declarações de Frederiksen ocorrem em meio à recusa do presidente norte-americano, Donald Trump, em descartar publicamente o uso da força contra a Groenlândia. Trump tem afirmado que a Dinamarca não dispõe de meios suficientes para garantir a segurança da região, argumento que voltou ao centro do debate após a recente operação militar dos EUA na Venezuela, realizada no sábado (5), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

Em entrevista à revista The Atlantic, Trump foi questionado sobre as repercussões de uma eventual ação semelhante contra a Groenlândia. Em resposta, afirmou que caberia aos aliados avaliar os impactos, destacando que cada parceiro deveria formar sua própria opinião. Apesar disso, minimizou a urgência do tema, indicando que o assunto não seria tratado de forma imediata, sugerindo um prazo de algumas semanas ou meses para retomada das discussões.

Ainda assim, sinais políticos indicam que o tema permanece ativo na agenda de Washington. Recentemente, Trump nomeou Jeff Landry como representante especial para a Groenlândia, gesto interpretado como demonstração de que o interesse estratégico dos Estados Unidos pela ilha persiste. Em diferentes ocasiões, inclusive em Mar-a-Lago e durante deslocamentos oficiais a bordo do Air Force One, o presidente voltou a mencionar razões de “segurança nacional” para justificar uma eventual ampliação da presença americana na região ártica.

Diante desse cenário, Mette Frederiksen reiterou sua preocupação e afirmou que as declarações de Trump devem ser encaradas com seriedade. A premiê enfatizou que os Estados Unidos não possuem qualquer legitimidade para anexar territórios pertencentes ao Reino da Dinamarca e lembrou que a própria Groenlândia já manifestou, de forma reiterada, não ter interesse em integrar os EUA.

A reação também veio da liderança groenlandesa. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nas redes sociais que as pretensões norte-americanas ultrapassaram os limites aceitáveis, classificando a ideia de anexação como irreal. Ele defendeu que qualquer diálogo ocorra exclusivamente por vias diplomáticas e em conformidade com o direito internacional.

No cenário internacional, a União Europeia declarou apoio explícito à Dinamarca, reforçando que a Groenlândia não é um território negociável. O Reino Unido também se posicionou. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o destino da Groenlândia deve ser decidido exclusivamente pelos groenlandeses e pelo Reino da Dinamarca, sem interferências externas, em declaração concedida à emissora Sky News.


Anvisa libera estudo com medicamento para lesões na medula espinhal

foto: Valter Campanato/Agência Brasil


 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu aval para o início de um ensaio clínico que irá analisar a segurança do uso da polilaminina como alternativa terapêutica em casos de trauma raquimedular agudo, condição caracterizada por danos recentes à medula espinhal.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (5) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que ressaltou a relevância do estudo para pacientes afetados por esse tipo de lesão e para seus familiares. Segundo ele, avanços científicos desse porte representam novas possibilidades de esperança para quem enfrenta limitações severas após acidentes.

Desenvolvimento científico nacional
O projeto é considerado uma inovação de alto impacto e utiliza tecnologia integralmente desenvolvida no Brasil. As pesquisas estão sendo conduzidas por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob coordenação da professora Tatiana Sampaio, em cooperação com o laboratório farmacêutico Cristália.

De acordo com o ministro, as etapas anteriores do estudo indicaram sinais positivos relacionados à recuperação motora. Nesta fase inicial, o ensaio clínico contará com a participação de cinco voluntários que sofreram lesões recentes na região torácica da medula espinhal, entre as vértebras T2 e T10.

Para integrar o estudo, os pacientes devem ter indicação de procedimento cirúrgico realizada em até 72 horas após o trauma. Os centros hospitalares onde os testes ocorrerão ainda serão definidos pela empresa responsável. O Ministério da Saúde participou do financiamento das etapas iniciais da pesquisa, garantindo os recursos necessários para o desenvolvimento científico básico.

Agilidade regulatória
Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a autorização foi tratada como prioridade pelo comitê interno de inovação da agência, justamente por se tratar de uma iniciativa de grande interesse público e potencial impacto social.

Safatle destacou que o estudo reforça a capacidade científica nacional e contribui para o fortalecimento do sistema de saúde brasileiro. A pesquisa tem como foco principal avaliar a segurança da aplicação da polilaminina, uma proteína presente em diferentes espécies animais, incluindo o ser humano, além de identificar possíveis riscos antes do avanço para fases clínicas mais amplas.

A empresa responsável pelo estudo será encarregada de acompanhar rigorosamente todos os eventos adversos, sejam eles leves ou graves, assegurando o monitoramento contínuo e a proteção dos voluntários ao longo de todo o processo experimental.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Suíça congela bens ligados ao líder venezuelano, após prisão nos EUA

 

foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


As autoridades suíças anunciaram, nesta segunda-feira (5), o bloqueio de patrimônios vinculados ao ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e a pessoas do seu círculo político que estejam localizados no país europeu. A decisão foi tomada após a operação conduzida por forças dos Estados Unidos em Caracas, que resultou na detenção de Maduro e em sua condução para território norte-americano.

Segundo informações do governo suíço, a determinação alcança 37 indivíduos classificados como pessoas politicamente expostas. Um representante do Ministério das Relações Exteriores afirmou que, por razões legais, não é possível divulgar os valores ou a natureza dos ativos atingidos pela medida.

O bloqueio entrou em vigor imediatamente e terá duração inicial de quatro anos. De acordo com o comunicado oficial, o objetivo é impedir que recursos de origem suspeita sejam movimentados ou retirados do país, funcionando como complemento às restrições já aplicadas à Venezuela desde 2018.

As autoridades ressaltaram que a decisão não se estende aos integrantes do atual governo venezuelano. A Suíça informou ainda que, caso seja comprovada a origem ilegal de determinados recursos, trabalhará para que esses valores sejam devolvidos à população da Venezuela.

Em nota, o governo suíço avaliou que o cenário político venezuelano permanece volátil, com possibilidades de mudanças significativas no curto prazo. Diante disso, o país declarou estar monitorando atentamente os acontecimentos e defendeu a redução das tensões, além de reiterar sua disposição em atuar diplomaticamente para favorecer uma solução pacífica.

O Conselho Federal destacou que a iniciativa tem caráter preventivo, buscando assegurar que ativos obtidos de forma irregular não sejam transferidos durante o período de instabilidade. A medida foi aplicada especificamente a Maduro e a pessoas ligadas a ele por se enquadrarem na categoria de estrangeiros com alto grau de exposição política.


Lula conversou com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela

foto: arquivo da internet



 Na manhã do último sábado (3), o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva manteve uma conversa telefônica com Delcy Rodríguez, que passou a exercer a chefia provisória do governo venezuelano após a ação militar realizada pelos Estados Unidos em Caracas. A operação resultou na retirada forçada do então presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, que foram levados para território norte-americano.

De acordo com informações divulgadas pela Presidência da República, o contato entre Lula e a dirigente venezuelana teve como foco o cenário político vivido naquele momento, sem a divulgação de outros detalhes sobre o conteúdo do diálogo. No domingo (4), as Forças Armadas da Venezuela reconheceram oficialmente Delcy Rodríguez como autoridade máxima interina do país.

Em manifestação pública direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a líder interina venezuelana afirmou que considera essencial a construção de uma relação bilateral pautada pelo respeito mútuo, pelo equilíbrio diplomático e pela soberania, rejeitando qualquer forma de interferência externa.

Por outro lado, o governo norte-americano sinalizou que espera que a nova administração venezuelana atenda a interesses estratégicos de Washington. Trump já declarou, em ocasiões anteriores, a intenção de exercer influência direta sobre as reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do planeta.

Após serem retirados de Caracas, Nicolás Maduro e Cília Flores foram encaminhados para Nova York, onde permanecem sob custódia em uma unidade prisional federal. O casal compareceu a uma audiência inicial perante a Justiça norte-americana, ocasião em que tomou ciência formal das acusações apresentadas. Ambos estão detidos em um presídio localizado no Brooklyn.

As autoridades dos Estados Unidos atribuem a Maduro e à ex-primeira-dama a condução de um governo que classificam como ilegítimo e envolvido em práticas ilícitas. Entre as acusações estão supostos vínculos com o narcotráfico, conspiração para o envio de drogas ao exterior, além de posse e articulação para uso de armamentos pesados e explosivos. Até o momento, as denúncias não foram acompanhadas de provas tornadas públicas.


Turismo do Ceará cresceu 8,3% em 2025, superando 3,4 milhões de visitantes e amplia impacto na economia do estado

 

Jade Queiroz - foto


O turismo do Ceará encerrou 2025 em uma trajetória consistente de crescimento, consolidando-se como um dos principais motores da economia estadual. Entre janeiro e dezembro, o estado recebeu 3,48 milhões de turistas, representando um aumento de 8,35% em relação a 2024, conforme dados da Secretaria do Turismo do Ceará (Setur). Esse desempenho positivo refletiu-se diretamente na economia, com R$ 13,8 bilhões em receita turística direta e R$ 24,2 bilhões em renda gerada, ambos registrando crescimento superior a 11% na comparação anual.

O avanço do setor foi impulsionado tanto pelo mercado nacional quanto pelo internacional. A demanda turística doméstica alcançou 3,15 milhões de visitantes, enquanto o fluxo internacional chegou a 340 mil turistas, com alta expressiva de 14,8%. Esse resultado está diretamente relacionado à ampliação da conectividade aérea, ao fortalecimento das ações de promoção do destino Ceará e aos investimentos contínuos na melhoria da infraestrutura turística do Estado.

Além do crescimento no volume de visitantes, o setor apresentou avanços qualitativos relevantes. A taxa média de ocupação hoteleira atingiu 78%, um aumento de 3,6 pontos percentuais em relação ao ano anterior, acompanhada pela expansão da oferta, que chegou a 49.091 unidades habitacionais em 2025. Os gastos per capita dos turistas também apresentaram elevação, alcançando R$ 3.965, o que reforça o impacto positivo do turismo sobre a cadeia produtiva, o comércio e os serviços locais.

A movimentação nos aeroportos cearenses acompanhou esse ritmo de crescimento. Ao longo de 2025, foram registrados 6,9 milhões de passageiros, representando um acréscimo de 555 mil embarques e desembarques em comparação com 2024, consolidando o Ceará como um dos principais hubs aéreos do Nordeste e ampliando sua competitividade no cenário nacional.

Para o secretário do Turismo do Ceará, Eduardo Bismarck, os números refletem uma estratégia sólida e bem estruturada de fortalecimento do setor, com destaque para a expansão da malha aérea. Segundo ele, os resultados obtidos em 2025 não representam um ponto de chegada, mas o início de uma nova fase, marcada por projetos já contratados, planejados e estruturados para os próximos anos. Esse cenário permite que o Estado entre em 2026 com bases sólidas, planejamento robusto e perspectivas ainda mais positivas para a ampliação do fluxo turístico, da geração de renda e do impacto econômico em todas as regiões do Ceará. O secretário também destacou que esse avanço é fruto da prioridade dada pelo governador Elmano de Freitas ao turismo como vetor estratégico de desenvolvimento econômico e social.

O fortalecimento do turismo refletiu-se, ainda, na ampliação de sua participação na economia cearense. Em 2025, o setor passou a representar 10,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, frente aos 9,3% registrados em 2024, reforçando o papel estratégico da atividade para o crescimento regional.

Com resultados expressivos em fluxo de visitantes, geração de renda, movimentação aérea e impacto econômico, o desempenho de 2025 consolida o Ceará como um destino cada vez mais competitivo nos cenários nacional e internacional, com perspectivas promissoras para os próximos anos.

Prefeitura de Viçosa do Ceará irá inaugurar a estrada do Boqueirão dos Bitônios




 A Prefeitura de Viçosa do Ceará convida toda a população para participar da inauguração da estrada do Boqueirão dos Bitônios, uma obra que representa mais um importante avanço para a mobilidade e o desenvolvimento da comunidade.

A entrega da nova estrada reforça o compromisso da gestão municipal com a melhoria da infraestrutura rural, garantindo mais segurança, acessibilidade e qualidade de vida para os moradores da região, além de facilitar o escoamento da produção e o deslocamento diário da população.

A solenidade de inauguração será realizada no dia 11 de janeiro, a partir das 9 horas da manhã, em frente à residência do senhor Juraci. O momento será de celebração e de compartilhamento dessa conquista com todos que acompanham e fazem parte da construção de uma Viçosa do Ceará cada vez melhor.

A presença da comunidade é fundamental para marcar esse momento especial. Participe e venha celebrar mais uma obra que contribui para o progresso do nosso município.

Trump ameaça operação militar contra Colômbia após ataque à Venezuela

Photo/Andrew Harnik, File



 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (4) que não descarta o uso de força militar contra a Colômbia, declaração que provocou forte reação do governo colombiano e elevou o nível de tensão diplomática entre os dois países.

As declarações ocorreram após a operação conduzida pelas forças norte-americanas que resultou na detenção do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, retirado do país no sábado (3) e encaminhado a Nova York para responder a acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas.

Durante conversa com jornalistas a bordo do avião presidencial, Trump fez críticas diretas ao governo colombiano, atribuindo ao país responsabilidade pela produção e exportação de cocaína. Sem mencionar nomes de forma explícita, o presidente norte-americano fez referências ao atual chefe de Estado da Colômbia, Gustavo Petro, utilizando linguagem ofensiva ao descrever a liderança do país.

Questionado sobre a possibilidade concreta de uma ação militar dos Estados Unidos em território colombiano, Trump respondeu de forma afirmativa, sinalizando que consideraria esse tipo de operação aceitável, o que gerou imediata repercussão internacional.

Em resposta, o governo da Colômbia repudiou as declarações, classificando-as como graves e incompatíveis com os princípios que regem as relações entre Estados soberanos. Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, Bogotá afirmou que qualquer ameaça externa representa uma violação das normas do direito internacional e uma interferência indevida nos assuntos internos de uma nação democrática.

Autoridades colombianas ressaltaram ainda que o país mantém compromissos institucionais no combate ao narcotráfico e reforçaram que divergências políticas não justificam discursos que coloquem em risco a estabilidade regional.

As declarações de Trump ampliam o clima de incerteza na América Latina, que já enfrenta repercussões diplomáticas após a intervenção norte-americana na Venezuela, e reacendem debates sobre soberania, legalidade internacional e os limites da atuação militar dos Estados Unidos no continente.

Conselho de Segurança da ONU faz hoje reunião de emergência

Foto: Arnaldo Jr / Shutterstock.com


 O Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza, nesta segunda-feira (5), uma sessão extraordinária para analisar os desdobramentos da ação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou na retirada do então presidente Nicolás Maduro do poder e em sua detenção em solo norte-americano.

A iniciativa para a convocação da reunião partiu do governo da Venezuela, que formalizou o pedido junto à ONU ao classificar a operação como uma violação grave do direito internacional. O apelo recebeu apoio de outros países, entre eles Irã e Colômbia, que defenderam a necessidade de debate multilateral diante da escalada de tensões na região.

O encontro diplomático ocorre no mesmo dia em que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, deverão comparecer perante a Justiça dos Estados Unidos. Ambos estão sob custódia em Nova York e devem ser apresentados a um juiz federal em Manhattan. Segundo autoridades judiciais norte-americanas, o ex-mandatário responde a acusações relacionadas a narcotráfico internacional e crimes envolvendo armamento. A audiência está prevista para o início da tarde, no horário local.

Enquanto isso, manifestações contrárias à operação militar americana estão programadas para ocorrer em cidades europeias. Atos públicos foram anunciados para Lisboa e Porto, reunindo grupos que protestam contra a intervenção estrangeira e defendem a soberania venezuelana.

No cenário internacional, a reação dos governos tem sido marcada por divergências. Parte da comunidade global condenou a ação conduzida por Washington, enquanto outros países manifestaram apoio à destituição de Maduro. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou preocupação com os possíveis efeitos da intervenção, alertando para impactos negativos na estabilidade regional e para o risco de agravamento das tensões políticas e humanitárias na América Latina.

Poucas horas após a operação, ainda no sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu país assumirá a condução administrativa da Venezuela de forma temporária, até que um processo de transição política seja concluído. Ele também afirmou que novas ações militares não estão descartadas, caso considere necessário.

No domingo, Delcy Rodríguez, que integrava o alto escalão do governo deposto, foi anunciada como presidente interina. Logo após a confirmação, Trump voltou a se pronunciar publicamente e fez advertências diretas à nova liderança venezuelana, afirmando que eventuais medidas contra ela poderiam ser ainda mais severas do que aquelas impostas ao ex-presidente afastado.

Trump ameaça vice venezuelana e diz que ela pode "pagar preço maior"

 

Imagem: Jonah Elkowitz / Shutterstock.com


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações duras neste domingo (4) envolvendo a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, ao afirmar que ela poderá enfrentar consequências mais severas do que o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro, caso não adote o que ele classificou como “a postura correta”. As declarações foram dadas em entrevista à revista norte-americana The Atlantic.

Segundo a publicação, Trump conversou por telefone com os jornalistas enquanto se deslocava para seu resort de golfe em West Palm Beach, na Flórida. Na ocasião, ele mencionou que eventuais sanções ou medidas contra Rodríguez poderiam superar aquelas aplicadas a Maduro, recentemente detido por forças dos Estados Unidos em Caracas, junto com sua esposa.

No dia anterior, o presidente americano havia feito comentários positivos sobre a vice-presidente venezuelana após a operação que resultou na captura de Maduro. No entanto, o tom mudou depois que Delcy Rodríguez declarou publicamente que a Venezuela seguirá defendendo seus recursos naturais e sua soberania.

Trump também justificou a ação contra Maduro, argumentando que uma mudança profunda no cenário político venezuelano seria preferível à manutenção da situação atual. Para ele, iniciativas externas voltadas à reconstrução institucional do país poderiam trazer resultados melhores do que o quadro vigente, que classificou como insustentável.

Durante a entrevista, o presidente dos Estados Unidos ampliou o alcance de suas declarações ao sugerir que outros países também poderiam ser alvo de ações estratégicas por parte de Washington. Como exemplo, citou a Groenlândia, território pertencente à Dinamarca — integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Trump afirmou que considera a ilha essencial para os interesses americanos, reforçando uma posição já manifestada anteriormente por seu governo.

As declarações repercutiram internacionalmente e reacendem o debate sobre a política externa dos Estados Unidos, especialmente no que diz respeito à América Latina e a regiões consideradas estratégicas sob o ponto de vista geopolítico.