foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a confirmação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, validado nesta sexta-feira (9) após aprovação expressiva dos países que integram o bloco europeu. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comunicou o resultado no início da tarde.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a decisão representa um triunfo da diplomacia e da cooperação entre nações. Para ele, o entendimento alcançado reforça a importância da negociação e da integração entre diferentes regiões do mundo.
O presidente brasileiro ressaltou que o tratado traz vantagens para ambos os blocos e envia uma mensagem positiva ao comércio global. Lula esteve diretamente envolvido nas articulações para destravar o acordo e tentou concluir o processo no fim do ano passado, período em que o Brasil ocupava a presidência do Mercosul. Segundo ele, a conclusão do tratado sempre foi tratada como prioridade.
Lula também classificou o momento como marcante para as relações internacionais e lembrou que as tratativas se estenderam por cerca de 25 anos até a aprovação final. De acordo com o presidente, o pacto reúne dois grandes mercados que, juntos, somam aproximadamente 718 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto combinado estimado em US$ 22,4 trilhões, formando um dos maiores acordos de livre comércio do planeta.
O presidente destacou ainda que o avanço do acordo reforça o multilateralismo, modelo de cooperação entre vários países para buscar objetivos comuns, em contraste com políticas unilaterais ou negociações restritas a apenas duas nações.
Próximos passos
Com a decisão europeia confirmada, Ursula von der Leyen deve viajar ao Paraguai nos próximos dias para formalizar o entendimento com os países do Mercosul, atualmente presidido pelo Paraguai, que assumiu a coordenação rotativa do bloco em dezembro de 2025.
Nos países sul-americanos, o texto ainda precisará passar pelos respectivos parlamentos. No entanto, a entrada em vigor poderá ocorrer de forma individual, sem necessidade de aguardar a ratificação simultânea dos quatro membros do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Repercussão no Brasil
O Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços também se manifestaram favoravelmente à aprovação do acordo. Em comunicado conjunto, os dois órgãos afirmaram que se trata do maior tratado comercial já negociado pelo Mercosul e de um dos mais relevantes firmados pela União Europeia com parceiros internacionais.
















