quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Trump diz que supervisão da Venezuela pelos EUA pode durar anos

Photo/Andrew Harnik, File



 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país poderá permanecer por um longo período supervisionando a Venezuela e administrando as receitas do petróleo venezuelano. A declaração foi feita em uma entrevista divulgada nesta quinta-feira (8), na qual ele indicou que esse controle pode durar bem mais do que alguns meses.

Questionado sobre o tempo de permanência dos EUA no país sul-americano, Trump evitou estipular um prazo e afirmou que se trata de algo de longo alcance. Segundo ele, o objetivo seria reconstruir a Venezuela e utilizar sua produção de petróleo, ao mesmo tempo em que parte dos recursos retornaria ao país, que enfrenta forte crise econômica.

Trump também afirmou que o relacionamento com o governo interino venezuelano é positivo. Atualmente, quem ocupa o cargo de presidente interina é Delcy Rodríguez, aliada histórica de Nicolás Maduro, que foi retirado do poder após a operação militar norte-americana realizada no início de janeiro.

De acordo com Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, mantém contato frequente com Rodríguez e com integrantes do governo interino. O presidente, no entanto, não confirmou se falou diretamente com ela.

Durante a entrevista, Trump evitou explicar por que os Estados Unidos não entregaram o poder à oposição venezuelana, que havia sido reconhecida anteriormente por Washington como vencedora das eleições de 2024. Ele também revelou um plano para refinar e comercializar milhões de barris de petróleo venezuelano que estavam bloqueados por sanções, afirmando que o atual governo do país tem colaborado com as exigências norte-americanas.

Relação com a Colômbia

Na mesma entrevista, Trump indicou que diminuiu o tom de confronto com a Colômbia. Dias antes, ele havia feito declarações duras contra o presidente colombiano, Gustavo Petro, chegando a sugerir a possibilidade de uma ação militar. Agora, Trump afirmou que convidou Petro para visitar Washington.

O próprio Trump relatou que conversou por telefone com o presidente colombiano e classificou a ligação como positiva, dizendo que houve esclarecimentos sobre temas relacionados ao combate às drogas e outros pontos de tensão entre os dois países. Petro também descreveu a conversa como cordial.

Após essa ligação, o clima de confronto foi substituído por sinais de aproximação diplomática, afastando, ao menos por enquanto, a possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos contra a Colômbia.

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