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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Renda domiciliar per capita chega a R$ 2.316 em 2025, diz IBGE

foto: Agencia Brasil


 RENDIMENTO DOMICILIAR PER CAPITA NO BRASIL ALCANÇA R$ 2.316 EM 2025, APONTA PNAD CONTÍNUA DO IBGE

Distrito Federal lidera ranking com maior renda média, enquanto Maranhão registra o menor valor; nove estados superam média nacional

O rendimento domiciliar per capita no Brasil atingiu R$ 2.316 em 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa um avanço significativo em relação aos anos anteriores, evidenciando a recuperação da renda da população após os impactos da pandemia de covid-19.

EVOLUÇÃO DA RENDA NOS ÚLTIMOS ANOS

Os dados mostram uma trajetória ascendente do rendimento médio dos brasileiros nos últimos quatro anos:

  • 2025: R$ 2.316

  • 2024: R$ 2.069

  • 2023: R$ 1.893

  • 2022: R$ 1.625

RANKING POR UNIDADES DA FEDERAÇÃO

Entre as unidades da federação, o rendimento variou de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal. Nove estados e o DF apresentaram valores superiores à média nacional. Confira o ranking completo:

PosiçãoUnidade da FederaçãoRendimento (R$)
Distrito Federal4.538
São Paulo2.956
Rio Grande do Sul2.839
Santa Catarina2.809
Rio de Janeiro2.794
Paraná2.762
Mato Grosso do Sul2.454
Goiás2.407
Minas Gerais2.353
10ºMato Grosso2.335
11ºEspírito Santo2.249
12ºTocantins2.036
13ºRondônia1.991
14ºRoraima1.878¹
15ºRio Grande do Norte1.819
16ºAmapá1.697
17ºSergipe1.697
18ºPernambuco1.600
19ºPiauí1.546
20ºParaíba1.543
21ºAmazonas1.484
22ºBahia1.465
23ºAlagoas1.422
24ºPará1.420
25ºAcre1.392
26ºCeará1.390
27ºMaranhão1.219

¹ Em cumprimento ao Mandado de Segurança - Ação Judicial nº 1000261-89.2020.4.01.4200, o valor de Roraima é R$ 1.764.

FINALIDADE DOS DADOS

Conforme o IBGE, a divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os novos critérios de pagamentos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Os dados também definem os compromissos assumidos para determinar os valores que serão repassados ao Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo dos fatores representativos do inverso do rendimento domiciliar per capita.

METODOLOGIA DA PESQUISA

Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar per capita é calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores. "Nesse cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes", informou o instituto. Todos os moradores são considerados, incluindo pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.

Os valores são definidos levando em consideração os rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes, efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, acumulando as informações das primeiras visitas da PNAD Contínua aos domicílios, feitas no 1º, 2º, 3º e 4º trimestres de 2025.

IMPACTOS DA PANDEMIA E RECUPERAÇÃO

A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar amostral realizada desde janeiro de 2012, que acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, entre outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país.

Em 2020 e 2021, os dados sofreram impacto da pandemia de covid-19, com queda acentuada das taxas de aproveitamento da coleta. A partir de 2022, observou-se o processo de recuperação do aproveitamento das entrevistas, consolidado em 2023. Para os anos de 2020, 2021 e 2022, foi adotada a quinta visita ao domicílio como alternativa ao padrão da primeira visita, temporariamente suspenso devido à pandemia.

"A partir de 2023, com o retorno aos níveis de aproveitamento das amostras, o cálculo do rendimento domiciliar per capita volta a ter como referência o banco de primeira visita aos domicílios", concluiu o IBGE.

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