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domingo, 3 de novembro de 2019

Caso Marielle: Promotora que fez campanha pró-Bolsonaro deixa investigação


A promotora do MP/RJ Carmen Eliza Bastos de Carvalho pediu afastamento das investigações da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes nesta sexta-feira (01/10) Afastamento se deu após serem reveladas publicações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais na campanha de 2018. A informação foi confirmada pelo MP e pela própria promotora, em carta aberta.

Na última quarta-feira, 30, a promotora participou, com outras duas colegas, da coletiva de imprensa na qual o MP afirmou que o porteiro do condomínio Vivendas da Barra mentiu ao relacionar Bolsonaro a Elcio Vieira de Queiroz, um dos presos suspeitos do crime. A divulgação de postagens antigas em defesa de Bolsonaro teriam feito com que a imparcialidade de Carmem fosse questionada.

Na noite de quinta-feira, 31, a cúpula do MP no Rio de Janeiro se reuniu para pedir o afastamento, que era dado como certo, mas a promotora teria se recusado a deixar o caso. Mas, no fim da tarde desta sexta, a saída foi confirmada.

Em nota, o MP diz que reconhece o “trabalho zeloso” exercido pela promotora. “A designação foi definida por critérios técnicos, pela sua incontestável experiência e pela eficácia comprovada de sua atuação em julgamentos no Tribunal do Júri, motivos pelos quais Carmen Eliza vem sendo designada, recorrentemente, pela coordenação do GAECO/MPRJ para atuar em casos complexos“, afirma o texto.

No entanto, o órgão diz que, diante da repercussão relativa às postagens da promotora em suas redes sociais, a Corregedoria-Geral do MP/RJ instaurou procedimento para análise. “No entanto, em razão dos acontecimentos recentes, que avalia terem alcançado seu ambiente familiar e de trabalho, Carmen Eliza optou voluntariamente por não mais atuar no Caso Marielle Franco e Anderson Gomes, pelas razões explicitadas em carta aberta à sociedade.”/Mg

*CN

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