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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Cerveró diz que Dilma mentiu sobre compra de Pasadena


Em sua delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró acusou a presidente afastada, Dilma Rousseff, de ter mentido sobre a compra da refinaria de Pasadena e disse supor que a petista sabia que políticos do PT recebiam propina da estatal.

O conteúdo do depoimento foi tornado público ontem. O ex-diretor da área internacional da Petrobras acertou a colaboração premiada em novembro passado, depois que sua defesa entregou evidências de que o senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) tentou, em conluio com o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, fazer com que ele não fechasse acordo com a Justiça.

Condenado na Lava Jato, Cerveró está preso desde janeiro de 2015. Segundo Cerveró, “não corresponde à realidade” a afirmação de Dilma de que aprovou a compra da refinaria, adquirida pela Petrobras em 2006, porque não tinha informações completas. Na época, Dilma era presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Cerveró disse que “houve certa pressa” na aprovação do projeto pelo conselho.

“Que o declarante conhece há muito tempo a presidente da República Dilma Rousseff [...] Que Dilma Rousseff tinha todas as informações sobre a refinaria de Pasadena; que o Conselho de Administração não aprova temas com base em resumo executivo; que o projeto foi aprovado na Diretoria Executiva da Petrobras numa quinta e na sexta o projeto foi aprovado no Conselho de Administração; que esse procedimento não era usual”, disse.

FHC


Em sua delação premiada, Nestor Cerveró também revelou que a presidência da Petrobras durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso lhe orientou que fechasse contrato com uma empresa ligada ao filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso.

Segundo ele, o caso ocorreu entre os anos de 1999 e 2000, quando era subordinado ao ex-senador Delcídio na diretoria de Gás e Energia da Petrobras.

Cerveró contou que foi procurado pelo lobista Fernando Soares, o Baiano, que representava a empresa espanhola Union Fenosa, interessada em se associar à Petrobras na termoelétrica do Rio de Janeiro (Termorio).

“Fernando Antônio Falcão Soares e os dirigentes da Union Fenosa acreditavam que o negócio estava acertado, faltando apenas a assinatura para a finalização. Que, no entanto, o negócio já estava fechado com uma empresa vinculada ao filho do presidente da República Fernando Henrique Cardoso, de nome Paulo Henrique Cardoso”, afirmou.

Segundo Cerveró, a empresa se chamava PRS Participações. Em seu depoimento, Cerveró não cita se houve envolvimento direto de FHC no negócio. (Folhapress)

Mendes autoriza prosseguimento

O ministro do STF Gilmar Mendes autorizou o prosseguimento do inquérito aberto para apurar a suposta participação do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), num esquema de corrupção em Furnas.

Com isso, serão executadas as diligências requeridas pela PGR.

O Povo Online.

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